UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
São considerados sinais de pré-eclâmpsia grave:
Pré-eclâmpsia grave = PA ≥ 160x110 mmHg OU sintomas como cefaleia persistente, dor epigástrica, distúrbios visuais.
A pré-eclâmpsia grave é definida por critérios de pressão arterial elevada (≥ 160x110 mmHg) ou pela presença de sintomas de disfunção de órgãos-alvo, como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou no quadrante superior direito, que indicam iminência de complicações sérias.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão (pressão arterial ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria (≥ 300 mg em 24 horas) ou, na ausência desta, a sinais de disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, exigindo atenção e manejo adequados. A classificação da pré-eclâmpsia em "com sinais de gravidade" é fundamental para a conduta clínica. Os critérios de gravidade incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas aferições com intervalo de 15 minutos, trombocitopenia (< 100.000/mm³), insuficiência renal progressiva (creatinina sérica > 1,1 mg/dL ou duplicação da creatinina basal), disfunção hepática (elevação de transaminases para o dobro do normal), edema pulmonar, e sintomas neurológicos ou visuais persistentes (cefaleia, distúrbios visuais). O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas de gravidade é crucial para a intervenção imediata, que pode incluir internação, monitoramento intensivo, uso de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões (eclâmpsia) e controle da pressão arterial. A decisão sobre o momento do parto é complexa e depende da idade gestacional, da gravidade da doença e das condições maternas e fetais, visando sempre o melhor desfecho para ambos.
Os sinais incluem pressão arterial ≥ 160x110 mmHg, enquanto os sintomas podem ser cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas, visão turva), dor epigástrica ou no quadrante superior direito, edema pulmonar, oligúria e alterações laboratoriais.
Não diretamente. Embora a proteinúria seja um critério diagnóstico para pré-eclâmpsia, a sua quantidade não é mais utilizada para classificar a gravidade. A gravidade é definida pela PA e pela presença de disfunção de órgãos-alvo.
A identificação rápida é crucial para prevenir complicações maternas e fetais graves, como eclâmpsia, síndrome HELLP, descolamento prematuro de placenta, restrição de crescimento fetal e óbito. O manejo imediato visa estabilizar a paciente e planejar o parto.
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