UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
O uso de diuréticos em gestantes com diagnóstico de pré-eclâmpsia restringe-se à seguinte situação:
Diuréticos em pré-eclâmpsia → Apenas para ICC ou edema pulmonar agudo.
O uso rotineiro de diuréticos na pré-eclâmpsia é contraindicado devido ao risco de hipovolemia e piora da perfusão placentária. Sua indicação restringe-se a situações de sobrecarga volêmica grave, como insuficiência cardíaca congestiva ou edema pulmonar agudo.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana. Sua fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e ativação plaquetária, levando a uma má perfusão placentária e sistêmica. Apesar do edema ser um achado comum, ele reflete um extravasamento de fluido para o espaço extravascular, enquanto o compartimento intravascular pode estar contraído. O uso de diuréticos na pré-eclâmpsia é geralmente contraindicado. A administração de diuréticos pode exacerbar a hipovolemia intravascular relativa, comprometendo ainda mais a perfusão placentária e renal, o que pode levar a complicações maternas e fetais. A única situação em que os diuréticos são considerados é na presença de sobrecarga volêmica grave, como insuficiência cardíaca congestiva ou edema pulmonar agudo, condições que representam risco iminente à vida materna. Nesses casos, a furosemida pode ser utilizada com cautela para aliviar a congestão pulmonar e melhorar a função cardíaca, sempre monitorando o balanço hídrico e os eletrólitos.
Diuréticos são contraindicados porque a pré-eclâmpsia já cursa com hipovolemia intravascular relativa, e sua administração pode piorar a perfusão placentária e renal, além de aumentar o risco de hiponatremia e outras complicações.
A principal indicação é a presença de sobrecarga volêmica grave, como insuficiência cardíaca congestiva ou edema pulmonar agudo, situações que representam risco iminente à vida materna.
Os pilares incluem o controle da pressão arterial, prevenção de convulsões (com sulfato de magnésio) e, principalmente, a interrupção da gestação no momento oportuno, que é a única cura definitiva.
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