Pré-eclâmpsia: Exames Laboratoriais Essenciais e Exceções

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024

Enunciado

Na pré-eclâmpsia, deve-se avaliar laboratorialmente, exceto

Alternativas

  1. A) amilase
  2. B) hematócrito
  3. C) trombofilias
  4. D) bilirrubinas
  5. E) esquizócitos

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia: avaliar função hepática (bilirrubinas), renal, hematológica (hematócrito, plaquetas, esquizócitos). Amilase não é rotina.

Resumo-Chave

Na pré-eclâmpsia, a avaliação laboratorial visa identificar disfunção de órgãos-alvo, como hepática (transaminases, bilirrubinas), renal (creatinina, proteinúria), e hematológica (plaquetas, hemólise - esquizócitos, LDH, hematócrito). A amilase não faz parte da rotina de exames para monitoramento da pré-eclâmpsia, a menos que haja suspeita de pancreatite.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, ou hipertensão com disfunção de órgãos-alvo na ausência de proteinúria. A avaliação laboratorial é fundamental para monitorar a progressão da doença, identificar disfunção de órgãos e diagnosticar complicações graves como a síndrome HELLP. Os exames laboratoriais de rotina incluem a avaliação da função hepática (transaminases, bilirrubinas), função renal (creatinina, ácido úrico, proteinúria), e parâmetros hematológicos (hemograma completo com contagem de plaquetas, hematócrito). A pesquisa de esquizócitos e a dosagem de LDH são importantes para identificar hemólise microangiopática, um componente da síndrome HELLP. A avaliação de trombofilias pode ser considerada em casos específicos de pré-eclâmpsia grave ou recorrente, embora não seja um exame de rotina para o diagnóstico ou manejo agudo. A amilase, por outro lado, é uma enzima pancreática e não faz parte da bateria de exames para monitoramento da pré-eclâmpsia, a menos que haja uma suspeita clínica de pancreatite, uma complicação rara e não primária da doença. Portanto, é crucial para residentes e profissionais de saúde saber quais exames são realmente relevantes para otimizar o manejo e evitar custos desnecessários ou atrasos no diagnóstico de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais exames laboratoriais são essenciais na pré-eclâmpsia?

Exames essenciais incluem hemograma completo (hematócrito, plaquetas), função renal (creatinina, ácido úrico, proteinúria de 24h), função hepática (transaminases, bilirrubinas) e, em casos de suspeita de hemólise, LDH e pesquisa de esquizócitos.

Por que a amilase não é avaliada rotineiramente na pré-eclâmpsia?

A amilase é um marcador de lesão pancreática. Embora a pancreatite seja uma complicação rara da pré-eclâmpsia, não é uma disfunção de órgão-alvo primária e, portanto, não faz parte da avaliação laboratorial de rotina, sendo solicitada apenas se houver sintomas sugestivos.

Qual a importância de avaliar esquizócitos e bilirrubinas na pré-eclâmpsia?

Esquizócitos e bilirrubinas (indiretas) são marcadores de hemólise microangiopática, um componente chave da síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia), uma forma grave de pré-eclâmpsia que exige manejo imediato.

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