IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Na pré-eclâmpsia, deve-se avaliar laboratorialmente, exceto
Pré-eclâmpsia: avaliar função hepática (bilirrubinas), renal, hematológica (hematócrito, plaquetas, esquizócitos). Amilase não é rotina.
Na pré-eclâmpsia, a avaliação laboratorial visa identificar disfunção de órgãos-alvo, como hepática (transaminases, bilirrubinas), renal (creatinina, proteinúria), e hematológica (plaquetas, hemólise - esquizócitos, LDH, hematócrito). A amilase não faz parte da rotina de exames para monitoramento da pré-eclâmpsia, a menos que haja suspeita de pancreatite.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação, ou hipertensão com disfunção de órgãos-alvo na ausência de proteinúria. A avaliação laboratorial é fundamental para monitorar a progressão da doença, identificar disfunção de órgãos e diagnosticar complicações graves como a síndrome HELLP. Os exames laboratoriais de rotina incluem a avaliação da função hepática (transaminases, bilirrubinas), função renal (creatinina, ácido úrico, proteinúria), e parâmetros hematológicos (hemograma completo com contagem de plaquetas, hematócrito). A pesquisa de esquizócitos e a dosagem de LDH são importantes para identificar hemólise microangiopática, um componente da síndrome HELLP. A avaliação de trombofilias pode ser considerada em casos específicos de pré-eclâmpsia grave ou recorrente, embora não seja um exame de rotina para o diagnóstico ou manejo agudo. A amilase, por outro lado, é uma enzima pancreática e não faz parte da bateria de exames para monitoramento da pré-eclâmpsia, a menos que haja uma suspeita clínica de pancreatite, uma complicação rara e não primária da doença. Portanto, é crucial para residentes e profissionais de saúde saber quais exames são realmente relevantes para otimizar o manejo e evitar custos desnecessários ou atrasos no diagnóstico de complicações.
Exames essenciais incluem hemograma completo (hematócrito, plaquetas), função renal (creatinina, ácido úrico, proteinúria de 24h), função hepática (transaminases, bilirrubinas) e, em casos de suspeita de hemólise, LDH e pesquisa de esquizócitos.
A amilase é um marcador de lesão pancreática. Embora a pancreatite seja uma complicação rara da pré-eclâmpsia, não é uma disfunção de órgão-alvo primária e, portanto, não faz parte da avaliação laboratorial de rotina, sendo solicitada apenas se houver sintomas sugestivos.
Esquizócitos e bilirrubinas (indiretas) são marcadores de hemólise microangiopática, um componente chave da síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia), uma forma grave de pré-eclâmpsia que exige manejo imediato.
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