UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Primigesta de 34 anos, idade gestacional de 30 semanas, apresentando duas medidas de pressão arterial acima de 140 x 90 mmHg e proteinúria acima de 300 mg em 24 horas. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é:
PA > 140/90 mmHg + proteinúria > 300 mg/24h após 20 semanas = Pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é definida pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4h de intervalo) que surge após a 20ª semana de gestação em mulher previamente normotensa, associada à proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3). A ausência de convulsões diferencia da eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é uma das síndromes hipertensivas mais graves da gestação, representando uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. É caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão (pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas aferições, com intervalo de 4 horas) após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas, associada à proteinúria (≥ 300 mg em 24 horas ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3). A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial materna generalizada. O diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado. A suspeita deve surgir em qualquer gestante que desenvolva hipertensão após 20 semanas, especialmente se acompanhada de proteinúria ou outros sinais de disfunção de órgãos-alvo, como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia ou elevação de enzimas hepáticas. O tratamento da pré-eclâmpsia visa prevenir complicações maternas (como eclâmpsia, AVC, HELLP) e otimizar o bem-estar fetal. Inclui monitoramento rigoroso da mãe e do feto, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos seguros na gravidez e, em casos graves, a interrupção da gestação. O prognóstico depende da idade gestacional no diagnóstico e da gravidade da doença, sendo essencial o acompanhamento pós-parto devido ao risco aumentado de doenças cardiovasculares futuras.
Os critérios incluem pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas ocasiões (com 4h de intervalo) após 20 semanas de gestação, em mulher previamente normotensa, associada à proteinúria (≥ 300 mg em 24 horas ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3).
A hipertensão gestacional é definida pela hipertensão que surge após 20 semanas de gestação sem proteinúria. A pré-eclâmpsia, por sua vez, é a hipertensão gestacional associada à proteinúria ou a sinais de disfunção de órgãos-alvo.
Suspeita-se quando há piora da hipertensão ou surgimento de proteinúria (ou piora de proteinúria preexistente) após 20 semanas em uma gestante com diagnóstico prévio de hipertensão arterial crônica.
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