Manejo da Pré-eclâmpsia e Gestação de Alto Risco

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2017

Enunciado

Gestante, 28 anos de idade, primigesta, idade gestacional de 38 semanas pela data da última menstruação, confirmada pela ultrassonografia de 1ª trimestre, comparece à maternidade referindo cefaleia holocraniana, pulsátil, associada a desconforto epigástrico e náuseas. Nega perdas vaginais. Estava sendo acompanhada em pré-natal de risco habitual. Traz cartão de pré-natal constando 5 consultas. Refere ser portadora de anemia falciforme. A última consulta foi há 14 dias, segundo anotações do cartão, ocasião em que apresentou pressão arterial de 150x90mmHg, mas estava assintomática naquele momento e foi orientada a retornar para consulta em 15 dias. Até então, sua pressão arterial sistólica variou de 110-120mmHg e diastólica, 60-80mmHg. No momento, ao exame físico, PA: 160x110mmHg; AU: 33cm; BCF: 142bpm; regular; tônus uterino normal, dinâmica uterina ausente; toque: colo posterior, grosso, impérvio, cefálico. Assinale a alternativa CORRETA sobre a gestante. 

Alternativas

  1. A) O fato de ter anemia falciforme não agrega nenhum risco obstétrico, e a gestação deve ser acompanhada como risco habitual.
  2. B) A gestante precisa ser internada e encaminhada imediatamente para cesariana após controle da sintomatologia referida, devido ao risco de evoluir com convulsões.
  3. C) A altura de fundo uterino da gestante é incompatível com a idade gestacional, mas esse dado perde a importância quando a gestação está no termo. 
  4. D) A paciente não percebeu perda de líquido, mas a altura uterina incompatível para idade gestacional deve ser devido à ruptura alta das membranas amnióticas que promove perda de líquido em pouca quantidade, às vezes imperceptíveis.
  5. E) Seria prudente a gestante ter sido referenciada a um serviço de gestação de alto risco na ocasião da última consulta anotada na sua carteira, momento em que a pressão arterial estava elevada, mesmo que assintomática.

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