HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
A pré-eclâmpsia é uma doença de distribuição universal, considerada a maior causa de mortalidade materno-fetal, e acomete 2 a 8% das gestantes. Os conhecimentos sobre a patogênese apoiam como a principal hipótese uma falha na implantação placentária desde o início da gestação. É uma característica em mulheres que demonstra risco aumentado para o desenvolvimento da doença:
Nuliparidade → Fator de risco significativo para pré-eclâmpsia.
A nuliparidade é um dos fatores de risco mais consistentes para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, refletindo uma primeira exposição do sistema materno à implantação placentária e às adaptações imunológicas e vasculares necessárias.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de origem placentária, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materno-fetal globalmente. Sua prevalência varia de 2 a 8% das gestações, e o reconhecimento precoce dos fatores de risco é crucial para o manejo e prevenção. A patogênese da pré-eclâmpsia é complexa, mas a teoria mais aceita envolve uma falha na implantação e remodelação das artérias espiraladas uterinas pelos trofoblastos no início da gestação. Isso leva a uma perfusão placentária inadequada, resultando em estresse oxidativo e liberação de fatores que causam disfunção endotelial materna generalizada. Fatores de risco como nuliparidade, história prévia de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, obesidade e gestação múltipla aumentam a probabilidade de ocorrência. O manejo da pré-eclâmpsia visa prevenir complicações graves como eclampsia, HELLP e descolamento prematuro de placenta. O tratamento definitivo é o parto, mas o manejo expectante pode ser considerado em gestações pré-termo, com monitoramento rigoroso da mãe e do feto. A identificação de fatores de risco permite a estratificação e, em alguns casos, a profilaxia com aspirina em baixas doses.
Os principais fatores incluem nuliparidade, história prévia de pré-eclâmpsia, doença renal crônica, hipertensão crônica, diabetes, doenças autoimunes (lúpus, SAF), gestação múltipla e obesidade.
A nuliparidade é um fator de risco porque a primeira gestação envolve uma adaptação imunológica e vascular inédita do organismo materno à placenta, que pode ser falha na pré-eclâmpsia.
A principal hipótese patogênica envolve uma falha na remodelação das artérias espiraladas do útero por trofoblastos, resultando em perfusão placentária inadequada e liberação de fatores antiangiogênicos.
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