SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
Uma gestante de 23 anos de idade, G2P1, IG = 32 semanas, compareceu ao pronto-socorro referindo cefaleia e epigastralgia. Em seu cartão de pré-natal, consta que o aumento pressórico ocorreu a partir de 24 semanas. Ao exame físico, apresentou FC = 98 bpm, PA = 158 mmHg x 75 mmHg, FR = 20 irpm, SpO2 = 97%, e BCF = 158 bpm. Realizou exames laboratoriais, cujos resultados foram os seguintes: TGO = 24 U/L; TGP = 18U/L; DHL = 230 U/L; Cr = 1,0 mg/dL; relação proteína/creatinina = 0,2; e plaquetas = 100.000/mm3. Diante desse quadro, qual é o diagnóstico dessa paciente?
Gestante >20 semanas com hipertensão + plaquetopenia (<150.000) OU sintomas (cefaleia/epigastralgia) → Pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é definida por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, acompanhada de proteinúria ou sinais de disfunção de órgão-alvo. Neste caso, a plaquetopenia (100.000/mm3) e os sintomas (cefaleia e epigastralgia) são critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, mesmo com a relação proteína/creatinina abaixo do ponto de corte para proteinúria significativa.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão e disfunção de órgão-alvo que se desenvolve após 20 semanas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, tornando seu reconhecimento e manejo cruciais na prática obstétrica para garantir a segurança da mãe e do feto. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica. O diagnóstico baseia-se na presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria ou sinais de disfunção de órgão-alvo, como plaquetopenia (<100.000/mm3), disfunção renal, hepática, edema pulmonar, ou sintomas neurológicos/visuais. A cefaleia e epigastralgia são sintomas de disfunção de órgão-alvo que indicam gravidade. O tratamento definitivo é o parto, mas o manejo expectante pode ser considerado em gestações pré-termo, com monitoramento rigoroso da mãe e do feto. O controle da pressão arterial e a profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio são pilares do tratamento. A identificação precoce dos sinais de gravidade é fundamental para prevenir complicações como eclâmpsia e Síndrome HELLP.
Pré-eclâmpsia é definida por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria (≥ 0,3g/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) OU disfunção de órgão-alvo (plaquetopenia, disfunção renal, hepática, edema pulmonar, sintomas neurológicos ou visuais).
Sinais de gravidade incluem PA ≥ 160/110 mmHg, plaquetas < 100.000/mm3, disfunção hepática (TGO/TGP 2x o normal), insuficiência renal, edema pulmonar, cefaleia persistente, distúrbios visuais e epigastralgia.
A hipertensão gestacional é a hipertensão que surge após 20 semanas sem proteinúria ou disfunção de órgão-alvo. A pré-eclâmpsia adiciona proteinúria ou disfunção de órgão-alvo a esse quadro hipertensivo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo