Pré-eclâmpsia: Diagnóstico e Conduta Inicial na Gestação

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Uma primigesta de 38 anos, com idade gestacional de 31 semanas, vai à consulta obstétrica com queixa de cefaleia. A paciente não utiliza medicação nem apresenta histórico de hipertensão arterial. Ao exame, apresentou pressão arterial de 150 × 100 mmHg (realizada em duas verificações, com a paciente em repouso), batimentos cardíacos fetais em 138 batimentos por minuto e altura uterina de 32 cm, trouxe, ainda, resultado de exame de urina de 24 horas que apresentou proteinúria de 350 mg.Nesse caso, a conduta inicial para a paciente deve ser

Alternativas

  1. A) internar a paciente para avaliar sinais e sintomas de gravidade.
  2. B) recomendar dieta hipossódica e, como anti-hipertensivo, o captopril.
  3. C) prescrever hidralazina em soro fisiológico e nifedipina via oral.
  4. D) ministrar sulfato de magnésio até a normalização da pressão.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia com PA ≥140/90 e proteinúria >300mg/24h em <34 semanas → Internação para avaliação de gravidade e manejo.

Resumo-Chave

Uma primigesta com 31 semanas, PA 150x100 mmHg e proteinúria de 350 mg/24h preenche critérios para pré-eclâmpsia. A conduta inicial é a internação para monitoramento rigoroso de sinais e sintomas de gravidade, visto que a idade gestacional é precoce e a condição pode evoluir rapidamente.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gravidez, que afeta cerca de 2-8% das gestações. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, sendo crucial seu diagnóstico e manejo precoces para evitar complicações graves como eclampsia, síndrome HELLP e restrição de crescimento fetal. A condição é definida pela presença de hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, em uma mulher previamente normotensa. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal, levando à disfunção endotelial sistêmica, vasoconstrição e ativação da cascata de coagulação. A suspeita deve surgir em gestantes com nova hipertensão e proteinúria. A avaliação inicial inclui a pesquisa de sinais e sintomas de gravidade, exames laboratoriais (hemograma, função renal e hepática, ácido úrico) e avaliação do bem-estar fetal. A idade gestacional é um fator determinante na conduta. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é o parto. No entanto, o manejo conservador pode ser considerado em gestações mais precoces, visando prolongar a gestação com segurança para a mãe e o feto. A internação hospitalar é fundamental para monitoramento rigoroso, controle da pressão arterial com anti-hipertensivos seguros na gravidez (ex: metildopa, hidralazina, nifedipina) e prevenção de convulsões com sulfato de magnésio em casos de pré-eclâmpsia grave ou eclampsia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4h de intervalo, após 20 semanas de gestação) e proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ 2+).

Quando a internação é indicada para uma gestante com pré-eclâmpsia?

A internação é indicada para gestantes com pré-eclâmpsia, especialmente aquelas com idade gestacional precoce (<34 semanas), para monitoramento intensivo da mãe e do feto, avaliação de sinais de gravidade e planejamento da conduta terapêutica.

Quais são os principais sinais de gravidade na pré-eclâmpsia?

Sinais de gravidade incluem PA ≥ 160/110 mmHg, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, plaquetopenia, disfunção hepática, insuficiência renal e edema pulmonar.

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