HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Primigesta de 35 anos, 34 semanas e 4 dias de gestação, foi avaliada em consulta de rotina pré-natal em UBS. Assintomática, ao exame apresenta PA 145 x 90 mmHg, BCF presente, fora de trabalho de parto. Realizou então exames laboratoriais: creatinina 0,8 mg/dL, plaquetas 180.000/mm³, DHL 450 UI/L, ALT 19 UI/L, AST 16 UI/L, bilirrubinas totais 0,7 mg%, proteinúria 1,2 g/24 horas. A conduta mais adequada para esta paciente é:
Pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade (<37s) → manejo expectante: anti-hipertensivo oral (Metildopa) + vigilância materno-fetal.
A paciente apresenta pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade (PA < 160/110, sem sintomas graves ou alterações laboratoriais severas) em 34 semanas e 4 dias. A conduta mais adequada é o manejo expectante, que inclui o controle da pressão arterial com medicação oral (como a metildopa) e a avaliação contínua da vitalidade fetal. A indução do parto ou cesariana imediata não são indicadas neste momento, pois a gestação ainda não atingiu 37 semanas e não há sinais de gravidade que justifiquem a interrupção.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação) e proteinúria (≥ 0,3 g em 24 horas ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) em uma gestante previamente normotensa. Pode ser classificada como com ou sem sinais de gravidade, o que guia a conduta. No caso apresentado, a paciente tem pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade, pois a pressão arterial não atinge níveis severos (≥ 160/110 mmHg) e não há sintomas ou alterações laboratoriais que indiquem gravidade (ex: plaquetas < 100.000, creatinina > 1,1 mg/dL, elevação de transaminases, edema pulmonar, distúrbios visuais ou cefaleia persistente). A conduta para pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade entre 34 e 37 semanas de gestação é o manejo expectante, visando prolongar a gestação para otimizar a maturação fetal, desde que as condições maternas e fetais permaneçam estáveis. Isso inclui o controle da pressão arterial com anti-hipertensivos orais seguros na gestação (como metildopa, nifedipino ou labetalol) e a vigilância rigorosa da vitalidade fetal (cardiotocografia, perfil biofísico, doppler) e do estado materno (monitoramento da PA, exames laboratoriais). A interrupção da gestação é indicada se houver deterioração do quadro ou ao atingir 37 semanas.
A pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade é diagnosticada quando a gestante apresenta hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria (≥ 0,3g/24h) após 20 semanas de gestação, sem atingir critérios de gravidade como PA ≥ 160/110 mmHg, sintomas neurológicos, alterações hepáticas ou renais severas, ou plaquetopenia.
Para o controle da hipertensão na pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade, medicamentos como a metildopa, nifedipino de liberação prolongada ou labetalol oral são opções de primeira linha, visando manter a pressão arterial em níveis seguros para a mãe e o feto.
A interrupção da gestação é indicada na pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade ao atingir 37 semanas. Antes disso, o manejo expectante é preferível, a menos que haja deterioração do quadro materno ou fetal, ou desenvolvimento de sinais de gravidade.
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