Pré-eclâmpsia: Definição e Critérios Diagnósticos Essenciais

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Considerando os valores de pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD), a pré-eclâmpsia pode ser definida como:

Alternativas

  1. A) hipertensão arterial prévia, que se mantém na gestação, com ou sem proteinúria.
  2. B) proteinúria associada a hipertensão, definida como PAS ≥120mmHg e/ou PAD ≥80mmHg.
  3. C) hipertensão, edema e proteinúria, que se manifesta em qualquer fase da gestação.
  4. D) PAS ≥140mmHg e/ou PAD≥90mmHg, a partir da 20ª semana de gestação, associada aproteinúria.
  5. E) hipertensão relatada pela gestante no domicílio, mas que não é confirmada durante a consulta de pré-natal.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia = PAS ≥140 e/ou PAD ≥90 mmHg (após 20ª semana) + proteinúria.

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada pelo surgimento de hipertensão (PAS ≥140mmHg e/ou PAD ≥90mmHg) após a 20ª semana de gestação, associada à proteinúria. É crucial diferenciar de outras síndromes hipertensivas para o manejo adequado e prevenção de complicações materno-fetais.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma das síndromes hipertensivas mais graves da gestação, afetando cerca de 2-8% das gestações e sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Sua etiologia é complexa, envolvendo disfunção endotelial e placentária, e o diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações como eclâmpsia, síndrome HELLP e restrição de crescimento fetal. A definição clássica de pré-eclâmpsia envolve o surgimento de hipertensão arterial (pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ≥ 90 mmHg, em duas aferições com intervalo de 4 horas) após a 20ª semana de gestação, associada à proteinúria (≥ 300 mg em 24 horas ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3). A ausência de proteinúria, mas com sinais de disfunção de órgão-alvo (como plaquetopenia, insuficiência renal, disfunção hepática, edema pulmonar ou sintomas neurológicos), também pode configurar o diagnóstico de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. É fundamental que o residente compreenda os critérios diagnósticos para diferenciar a pré-eclâmpsia de outras condições hipertensivas na gravidez, como a hipertensão gestacional (hipertensão sem proteinúria ou disfunção de órgão-alvo) e a hipertensão crônica (hipertensão preexistente à gestação ou que surge antes da 20ª semana). O manejo da pré-eclâmpsia envolve monitoramento rigoroso, controle da pressão arterial e, em casos graves, a interrupção da gestação.

Perguntas Frequentes

Quais são os valores de pressão arterial que definem a pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é definida por uma pressão arterial sistólica (PAS) igual ou superior a 140 mmHg e/ou uma pressão arterial diastólica (PAD) igual ou superior a 90 mmHg. Esses valores devem ser aferidos em duas ocasiões, com intervalo de pelo menos 4 horas.

Além da hipertensão, qual outro critério é fundamental para o diagnóstico de pré-eclâmpsia?

Além da hipertensão, a presença de proteinúria é um critério fundamental para o diagnóstico de pré-eclâmpsia. A proteinúria é definida como a excreção de 300 mg ou mais de proteína em urina de 24 horas, ou uma relação proteína/creatinina urinária ≥ 0,3, ou ainda, leitura de ≥ +1 em fita reagente se outros métodos não estiverem disponíveis.

A partir de qual semana de gestação a pré-eclâmpsia pode ser diagnosticada?

A pré-eclâmpsia pode ser diagnosticada a partir da 20ª semana de gestação. Se a hipertensão e a proteinúria surgirem antes desse período, deve-se considerar outras causas, como hipertensão crônica ou doença renal preexistente.

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