Pré-eclâmpsia: Definição, Diagnóstico e Manejo na Gestação

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

As síndromes hipertensivas são a intercorrência clínica mais comum da gestação e representam a principal causa de morbimortalidade materna no mundo. Com relação a essa síndrome, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Hipertensão gestacional é definida como a identificação de hipertensão arterial na primeira metade da gestação, em gestante previamente normotensa, porém sem proteinúria ou manifestação de outros sinais/sintomas.
  2. B) Pacientes com HELLP síndrome e idade gestacional até 34 semanas devem ser compensadas para instituição de medidas de maturação pulmonar fetal e aguardar essas medidas para a interrupção da gestação.
  3. C) Pré-eclâmpsia é definida como a identificação de hipertensão arterial, em gestante previamente normotensa, a partir da 20ª semana de gestação, associada à proteinúria de pelo menos 300mg em urina de 24 horas ou disfunção de órgão alvo.
  4. D) Os hipotensores de ação rápida, como a nifedipina ou a hidralazina, devem ser usados com pressão arterial sistólica ≥160 mmHg e/ou pressão arterial diastólica ≥110 mmHg, mesmo na ausência de sintomas.
  5. E) Os níveis pressóricos melhoram do terceiro ao sexto dia após o parto, secundária à redistribuição líquida em pacientes no puerpério da Pré Eclâmpsia grave.

Contexto Educacional

As síndromes hipertensivas da gestação são a complicação médica mais comum e uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Elas englobam hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, síndrome HELLP e hipertensão crônica com ou sem pré-eclâmpsia sobreposta. A compreensão de suas definições e manejo é fundamental para todos os profissionais de saúde que atuam na área obstétrica. A pré-eclâmpsia, em particular, é uma condição multissistêmica de etiologia complexa, caracterizada por disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. O diagnóstico baseia-se na identificação de hipertensão arterial após a 20ª semana de gestação, acompanhada de proteinúria significativa ou sinais de disfunção de órgãos-alvo, como insuficiência renal, disfunção hepática, alterações neurológicas ou hematológicas. A suspeita deve ser alta em gestantes com fatores de risco como primeira gestação, histórico prévio, obesidade ou doenças crônicas. O manejo das síndromes hipertensivas varia conforme a gravidade e o tipo. Na pré-eclâmpsia, o tratamento definitivo é o parto, mas o manejo conservador pode ser tentado em casos selecionados para prolongar a gestação, com monitoramento rigoroso. O controle da pressão arterial, a prevenção de convulsões (com sulfato de magnésio) e a avaliação contínua da vitalidade fetal são pilares do tratamento. No puerpério, a vigilância da pressão arterial é crucial, pois as complicações podem persistir ou surgir.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão arterial (PAS ≥ 140 mmHg ou PAD ≥ 90 mmHg) após a 20ª semana de gestação em mulher previamente normotensa, associada à proteinúria (≥ 300 mg em 24 horas) ou, na ausência desta, a sinais de disfunção de órgão-alvo.

Quando a síndrome HELLP exige a interrupção da gestação?

A síndrome HELLP é uma emergência obstétrica que geralmente requer a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após a estabilização materna. A maturação pulmonar fetal pode ser considerada se a condição materna permitir um breve período de espera, mas a prioridade é a segurança da mãe.

Quais são os principais hipotensores utilizados na crise hipertensiva gestacional?

Na crise hipertensiva gestacional, com PAS ≥ 160 mmHg e/ou PAD ≥ 110 mmHg, os hipotensores de ação rápida mais indicados incluem nifedipina oral, hidralazina intravenosa e labetalol intravenoso. O objetivo é reduzir a pressão arterial de forma controlada para evitar complicações.

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