Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Considerando os distúrbios hipertensivos da gravidez, é correto afirmar:
Pré-eclâmpsia = HAS + proteinúria OU HAS + disfunção de órgão-alvo (mesmo sem proteinúria).
A pré-eclâmpsia é definida por hipertensão arterial (PAS ≥ 140 e/ou PAD ≥ 90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou, na ausência desta, a sinais de disfunção de órgão-alvo (como plaquetopenia < 100.000, insuficiência renal, disfunção hepática, edema pulmonar ou sintomas cerebrais/visuais). A alternativa B descreve corretamente um quadro de pré-eclâmpsia com critério de gravidade (plaquetopenia).
Os distúrbios hipertensivos da gravidez representam uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A classificação correta é fundamental para o manejo adequado e inclui hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, síndrome HELLP e hipertensão arterial crônica (com ou sem pré-eclâmpsia sobreposta). A pré-eclâmpsia, em particular, é uma condição multissistêmica de etiologia complexa, caracterizada por hipertensão de início recente e disfunção de órgão-alvo. O diagnóstico de pré-eclâmpsia é estabelecido pela presença de hipertensão arterial (PAS ≥ 140 e/ou PAD ≥ 90 mmHg em duas ocasiões, com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação em mulher previamente normotensa) associada a proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ 2+). Contudo, é crucial notar que a proteinúria não é mais um critério obrigatório se houver evidência de disfunção de órgão-alvo, como plaquetopenia (< 100.000/mm³), insuficiência renal (creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicação da creatinina sérica), disfunção hepática (elevação de transaminases para o dobro do normal), edema pulmonar ou sintomas cerebrais/visuais. A alternativa B está correta porque descreve uma gestante com hipertensão e plaquetopenia (< 100.000), o que configura pré-eclâmpsia com critérios de gravidade, mesmo na ausência de proteinúria. A conduta e o prognóstico da pré-eclâmpsia dependem da gravidade e da idade gestacional, sendo a interrupção da gravidez o tratamento definitivo para a doença.
Os distúrbios hipertensivos da gravidez são classificados em hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia (com ou sem critérios de gravidade), eclâmpsia, síndrome HELLP e hipertensão arterial crônica (com ou sem pré-eclâmpsia sobreposta).
A plaquetopenia abaixo de 100.000/mm³ em uma gestante hipertensa após 20 semanas de gestação é um dos critérios de gravidade para pré-eclâmpsia, mesmo na ausência de proteinúria, e exige manejo imediato.
A conduta para pré-eclâmpsia com critérios de gravidade geralmente envolve a interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização materna, além de controle pressórico e profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio.
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