Pré-eclâmpsia: Diagnóstico e Critérios Essenciais

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher com 28 semanas de gestação apresenta pressão arterial elevada e proteinúria. Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Hipertensão gestacional.
  2. B) Pré-eclâmpsia.
  3. C) Eclâmpsia.
  4. D) Síndrome HELLP.

Pérola Clínica

Hipertensão arterial + proteinúria após 20 semanas de gestação = Pré-eclâmpsia.

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia é definida pela presença de hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) que se desenvolvem após a 20ª semana de gestação em uma mulher previamente normotensa. É uma condição grave que exige monitoramento e manejo cuidadosos.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são fundamentais para prevenir complicações graves como eclâmpsia, síndrome HELLP e restrição de crescimento fetal. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial materna generalizada, resultando em vasoconstrição, ativação plaquetária e aumento da permeabilidade vascular. Os critérios diagnósticos incluem pressão arterial ≥ 140/90 mmHg em duas aferições com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, e proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3). Na ausência de proteinúria, o diagnóstico pode ser feito com hipertensão e sinais de disfunção de órgão-alvo (trombocitopenia, insuficiência renal, disfunção hepática, edema pulmonar, sintomas cerebrais ou visuais). O manejo da pré-eclâmpsia visa prevenir a progressão para formas graves, controlar a pressão arterial e, em última instância, realizar o parto, que é a única cura definitiva. A conduta depende da idade gestacional, gravidade da doença e condições maternas e fetais. Monitoramento rigoroso da mãe e do feto, uso de anti-hipertensivos e sulfato de magnésio para prevenção de convulsões (em casos graves) são pilares do tratamento. A decisão do momento do parto é crítica e individualizada.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia?

A hipertensão gestacional é a elevação da pressão arterial após 20 semanas de gestação sem proteinúria ou disfunção de órgãos. A pré-eclâmpsia, além da hipertensão, apresenta proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo.

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia?

Os critérios incluem pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3, ou sinais de disfunção de órgão-alvo.

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia?

Fatores de risco incluem primiparidade, gestação múltipla, história prévia de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal crônica, obesidade e idade materna avançada.

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