UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Para o diagnóstico de pré-eclâmpsia, segundo a classificação dos distúrbios hipertensivos na gestação proposta pela Sociedade Internacional para o Estudo da Hipertensão na Gestação (ISSHP), a presença de:
Pré-eclâmpsia: proteinúria NÃO é obrigatória se houver disfunção orgânica associada à hipertensão.
A classificação atual da pré-eclâmpsia pela ISSHP (e outras sociedades como ACOG) reconhece que a proteinúria, embora comum, não é um critério obrigatório se houver hipertensão associada a sinais de disfunção de órgão-alvo (ex: plaquetopenia, creatinina elevada, enzimas hepáticas elevadas, edema pulmonar, sintomas neurológicos). Isso amplia o diagnóstico e permite intervenção mais precoce.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, caracterizada por hipertensão de início recente na gestação (após 20 semanas) e, classicamente, proteinúria. No entanto, a compreensão da doença evoluiu, e classificações recentes, como a da Sociedade Internacional para o Estudo da Hipertensão na Gestação (ISSHP), têm refinado os critérios diagnósticos. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica, resultando em hipertensão e comprometimento de múltiplos órgãos. O diagnóstico, segundo a ISSHP, requer hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4h de intervalo após 20 semanas de gestação) e um dos seguintes: proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3), ou sinais de disfunção de órgão-alvo (plaquetopenia, insuficiência renal, disfunção hepática, edema pulmonar, sintomas neurológicos ou visuais). É crucial notar que a proteinúria não é mais um critério *obrigatório* se houver outros sinais de disfunção orgânica. O manejo da pré-eclâmpsia visa prevenir complicações maternas e fetais, sendo a resolução da gestação o tratamento definitivo. O prognóstico depende da gravidade da doença e da idade gestacional no momento do diagnóstico e parto. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, mesmo na ausência de proteinúria, é fundamental para a conduta adequada e para melhorar os desfechos materno-fetais.
Hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) associada a disfunção de órgão-alvo, como plaquetopenia (<100.000/μL), creatinina sérica >1,1 mg/dL, enzimas hepáticas elevadas, edema pulmonar ou sintomas neurológicos/visuais.
A revisão dos critérios reconhece que a disfunção de órgãos-alvo pode ocorrer antes ou na ausência de proteinúria significativa, permitindo um diagnóstico mais abrangente e precoce da doença.
Fatores de risco incluem primiparidade, gestação múltipla, histórico de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal crônica, obesidade e idade materna avançada.
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