Pré-eclâmpsia com Sinais de Gravidade: Manejo e Conduta

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Primigesta, 17 anos, com 35 semanas de gestação, comparece à maternidade apresentando pressão arterial 140x90mmHg há sete dias e cefaleia persistente desde o dia anterior. Nega outras intercorrências na gravidez. Ao exame físico, PA 140x90mmHg, frequência cardíaca (FC) de 92 bpm; saturação de oxigênio de 99%, altura uterina de 31cm, cardiotocografia reativa à movimentação fetal, com linha de base de 132bpm; feto cefálico com dorso à direita. Não foram identificadas contrações uterinas e o colo uterino está fechado. Propedêutica de HELLP sem alterações. Com base no quadro clínico apresentado, dentre as alternativas abaixo, a conduta MAIS APROPRIADA nesse momento é:

Alternativas

  1. A) Internar para controle pressórico e realizar dopplervelocimetria fetal
  2. B) Internar para indução do parto e iniciar sulfato de magnésio
  3. C) Prescrever metildopa e encaminhar para o pré-natal de alto risco
  4. D) Prescrever nifedipina e realizar curva pressórica ambulatorial

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia (PA ≥ 140/90 + cefaleia) com 35 semanas → Internar, induzir parto, sulfato de magnésio (profilaxia convulsão).

Resumo-Chave

Uma gestante com 35 semanas, hipertensão e cefaleia persistente, mesmo sem alterações laboratoriais de HELLP, apresenta critérios para pré-eclâmpsia com sinais de gravidade (cefaleia). A conduta é internação, indução do parto e profilaxia de convulsão com sulfato de magnésio.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria após 20 semanas de gestação, afetando cerca de 5-8% das gestações. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A presença de sinais de gravidade, como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia ou elevação das enzimas hepáticas, indica a necessidade de manejo imediato. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má perfusão placentária. O manejo da pré-eclâmpsia com sinais de gravidade após 34 semanas de gestação inclui internação, estabilização da paciente, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e interrupção da gestação. O parto é a única cura definitiva para a pré-eclâmpsia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para pré-eclâmpsia com sinais de gravidade?

Os critérios incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, plaquetas < 100.000/mm³, disfunção hepática, insuficiência renal, edema pulmonar, distúrbios visuais ou cerebrais (como cefaleia persistente).

Por que o sulfato de magnésio é utilizado na pré-eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a profilaxia e tratamento das convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave, devido ao seu efeito neuroprotetor e anticonvulsivante.

Qual o momento ideal para a interrupção da gestação na pré-eclâmpsia?

Em casos de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, a interrupção da gestação é indicada a partir de 34 semanas. Se não houver sinais de gravidade, pode-se considerar a interrupção a partir de 37 semanas, com monitoramento rigoroso.

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