SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
A pré-eclâmpsia continua sendo uma das principais causas de morte materna e perinatal no país, sendo de grande importância o seu adequado diagnóstico e tratamento. A droga de escolha, no tratamento do episódio convulsivo (eclâmpsia), deve ser:
Eclâmpsia: Sulfato de Magnésio é a droga de escolha para tratamento e profilaxia de convulsões.
O sulfato de magnésio é o anticonvulsivante de primeira linha para o tratamento da eclâmpsia e para a profilaxia de convulsões em pacientes com pré-eclâmpsia grave, devido à sua eficácia superior e menor perfil de efeitos adversos em comparação com outras opções.
A pré-eclâmpsia e a eclâmpsia representam síndromes hipertensivas da gestação que são importantes causas de morbimortalidade materna e perinatal. A pré-eclâmpsia é definida por hipertensão arterial e proteinúria após 20 semanas de gestação, enquanto a eclâmpsia é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia, na ausência de outras causas neurológicas. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada, vasoconstrição e ativação plaquetária, levando a isquemia placentária e liberação de fatores que causam a síndrome clínica. O diagnóstico precoce da pré-eclâmpsia e a identificação de sinais de gravidade são fundamentais para prevenir a progressão para eclâmpsia. No tratamento do episódio convulsivo da eclâmpsia, o sulfato de magnésio é a droga de escolha, tanto para cessar a crise quanto para profilaxia de recorrência. Sua ação anticonvulsivante é atribuída à redução da liberação de acetilcolina nas placas motoras e à diminuição da excitabilidade neuronal. É vital monitorar os níveis séricos de magnésio e os sinais de toxicidade durante a administração.
A dose inicial de sulfato de magnésio para eclâmpsia é geralmente de 4 a 6 gramas IV em bolus lento (15-20 minutos), seguida por uma dose de manutenção de 1 a 2 gramas/hora em infusão contínua.
Os sinais de toxicidade incluem perda do reflexo patelar (primeiro sinal), depressão respiratória, oligúria e, em casos graves, parada cardíaca. A monitorização é crucial para evitar complicações.
O sulfato de magnésio é superior a outros anticonvulsivantes como diazepam ou fenitoína na eclâmpsia devido à sua maior eficácia na prevenção de convulsões recorrentes e menor incidência de efeitos colaterais maternos e fetais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo