UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024
A.S., 37 anos, GI P0 A0, idade gestacional 32 semanas, se apresenta à unidade de emergência obstétrica com os seguintes sintomas: dor de cabeça intensa que não melhora com analgésicos comuns e que está presente há 24 horas. Ela também está notando visão turva e uma sensação de inchaço em seu rosto e mãos. Durante esta gravidez, ela foi acompanhada regularmente por um obstetra e todos os exames pré-natais estavam dentro da normalidade até agora. A pressão arterial de A.S. sempre foi estável e dentro dos limites normais, mas ela nota inchaço nas mãos e pés nas últimas semanas. Ao exame físico: pressão arterial 160x110 mmHg, frequência cardíaca: 90 batimentos por minuto, edema em mãos e rosto, edema em membros inferiores, dor à palpação epigástrica. Exames laboratoriais: proteinúria = 5 g/24h, creatinina sérica: 1,2 mg/dL, hemograma completo: sem anormalidades significativas, enzimas hepáticas elevadas. O diagnóstico correto dessa síndrome hipertensiva da gestação é:
PA ≥ 160/110 mmHg OU proteinúria > 5g/24h OU sintomas (cefaleia, visão turva, dor epigástrica) OU disfunção orgânica (enzimas hepáticas ↑, creatinina ↑) = Pré-eclâmpsia com sinais de gravidade.
A paciente apresenta hipertensão grave (PA 160x110 mmHg), proteinúria maciça (>5g/24h), sintomas como cefaleia intensa, visão turva e dor epigástrica, além de disfunção orgânica (enzimas hepáticas elevadas e creatinina limítrofe). Todos esses são critérios para pré-eclâmpsia com sinais de gravidade.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) e proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) após 20 semanas de gestação, em mulher previamente normotensa. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A classificação em "com sinais de gravidade" é crucial para o manejo, pois indica maior risco de complicações maternas e fetais. Os critérios para pré-eclâmpsia com sinais de gravidade incluem: pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo; proteinúria ≥ 5 g em 24 horas; sintomas cerebrais ou visuais (cefaleia persistente, escotomas, visão turva); dor epigástrica ou em quadrante superior direito; edema pulmonar; disfunção hepática (elevação de transaminases para o dobro do normal); disfunção renal progressiva (creatinina sérica > 1,1 mg/dL ou duplicação); e plaquetopenia (< 100.000/mm³). No caso apresentado, a paciente possui múltiplos critérios de gravidade: PA ≥ 160/110 mmHg, proteinúria > 5g/24h, cefaleia intensa, visão turva, dor epigástrica e enzimas hepáticas elevadas. O reconhecimento rápido desses sinais é fundamental para a conduta, que geralmente envolve a internação, monitorização rigorosa, controle da pressão arterial e, muitas vezes, a interrupção da gestação para evitar complicações como eclâmpsia ou Síndrome HELLP.
Os critérios incluem PA ≥ 160/110 mmHg, proteinúria ≥ 5g/24h, sintomas como cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em quadrante superior direito, edema pulmonar, disfunção hepática (enzimas elevadas), disfunção renal (creatinina > 1.1 mg/dL ou duplicação), plaquetopenia (<100.000/mm³) ou restrição de crescimento fetal.
Hipertensão gestacional é a elevação da PA após 20 semanas sem proteinúria. Pré-eclâmpsia é a hipertensão após 20 semanas acompanhada de proteinúria ou sinais de disfunção orgânica.
Sim, a dor epigástrica ou em quadrante superior direito é um sinal de gravidade, indicando comprometimento hepático e distensão da cápsula de Glisson, podendo preceder a ruptura hepática.
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