Pré-eclâmpsia Grave: Manejo de Emergência e Conduta

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Uma paciente chega à unidade de emergência com idade gestacional de 37 semanas e 6 dias, gesta: 2, para: 1, aborto: 0 (um parto cesariana anterior), com contrações uterinas presentes, colo não pérvio, pressão arterial de 160x110 mmHg, já com duas aferições intervaladas por 10 minutos. Para esse caso, a conduta correta é solicitar

Alternativas

  1. A) acesso venoso e decúbito lateral esquerdo, além de encaminhar a paciente para cesariana de urgência.
  2. B) decúbito lateral esquerdo e exames laboratoriais, além de reavaliar a pressão arterial da paciente e proceder a resolução da gestação.
  3. C) acesso venoso e exames laboratoriais, além de iniciar sulfato de magnésio e proceder a resolução da gestação.
  4. D) acesso venoso e exames laboratoriais, além de encaminhar a paciente para cirurgia devido a cesariana anterior.

Pérola Clínica

PA ≥160x110 mmHg na gestação = crise hipertensiva/pré-eclâmpsia grave → estabilizar (MgSO4, anti-hipertensivo) + resolver gestação.

Resumo-Chave

A pressão arterial de 160x110 mmHg em duas aferições caracteriza uma crise hipertensiva e, na gestação, indica pré-eclâmpsia grave. A conduta imediata inclui estabilização da paciente com sulfato de magnésio para neuroproteção e controle da PA, seguida pela resolução da gestação.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia com sinais de gravidade é uma emergência obstétrica caracterizada por hipertensão (PA ≥160/110 mmHg) e proteinúria, acompanhada de disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são cruciais para prevenir complicações como eclâmpsia, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e hepática. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica, resultando em vasoconstrição generalizada, aumento da permeabilidade vascular e ativação plaquetária. O diagnóstico é clínico, baseado nos níveis pressóricos e na presença de sinais de gravidade. A suspeita deve ser alta em qualquer gestante com hipertensão após 20 semanas. O manejo da pré-eclâmpsia grave inclui a estabilização da pressão arterial com anti-hipertensivos (hidralazina, labetalol, nifedipino), a prevenção de convulsões com sulfato de magnésio e a resolução da gestação. A via de parto é determinada por condições obstétricas, mas a prioridade é a segurança materna e fetal. A monitorização contínua da mãe e do feto é essencial.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de gravidade na pré-eclâmpsia?

Sinais de gravidade incluem PA ≥160x110 mmHg, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, oligúria, plaquetas <100.000, creatinina >1.1 mg/dL ou duplicada, enzimas hepáticas elevadas, edema pulmonar.

Qual a principal indicação do sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia?

O sulfato de magnésio é o fármaco de escolha para a prevenção e tratamento de convulsões (eclâmpsia) em pacientes com pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia.

Quando a resolução da gestação é indicada na pré-eclâmpsia grave?

A resolução da gestação é indicada na pré-eclâmpsia grave quando a idade gestacional é ≥34 semanas, ou em qualquer idade gestacional se houver deterioração materna ou fetal, mesmo com tratamento otimizado.

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