SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Uma paciente de 30 anos de idade, grávida de 36 semanas, apresenta-se ao Pronto-Socorro com queixas de cefaleia persistente e visão turva. Durante a avaliação, verifica-se PA: 160x105mmHg e a urina de 24 horas revela 4g de proteína. A ultrassonografia obstétrica realizada identifica feto com crescimento adequado e oligoidrâmnio. O médico assistente diagnostica pré-eclâmpsia com critérios de gravidade ou deterioração.A intervenção farmacológica capaz de previnir a eclâmpsia, no manejo da pré-eclâmpsia com critérios de gravidade é o uso de:
Pré-eclâmpsia grave → Sulfato de Magnésio (Zuspan/Pritchard) para neuroproteção e prevenção de eclampsia.
O sulfato de magnésio é o padrão-ouro para prevenir e tratar convulsões na pré-eclâmpsia grave, atuando no SNC e na junção neuromuscular, superior aos anticonvulsivantes comuns.
A pré-eclâmpsia é uma desordem multissistêmica definida pela hipertensão após 20 semanas de gestação associada a proteinúria ou disfunção orgânica. Quando apresenta critérios de gravidade, o risco de progressão para eclampsia (convulsões tônico-clônicas generalizadas) aumenta significativamente. O sulfato de magnésio atua como bloqueador dos receptores NMDA e canais de cálcio, elevando o limiar convulsivo. O manejo adequado exige controle pressórico para evitar complicações hemorrágicas cerebrais e a estabilização com magnésio. A interrupção da gestação é o tratamento definitivo, mas a estabilização materna deve preceder o parto, especialmente em casos de pré-eclâmpsia grave ou eclampsia instalada.
Os critérios incluem PA sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, sinais de iminência de eclâmpsia (cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica), edema agudo de pulmão, plaquetopenia (< 100.000), disfunção renal ou hepática, e síndrome HELLP.
A monitorização clínica é essencial e baseia-se na avaliação do reflexo patelar (presente), frequência respiratória (> 16 irpm) e débito urinário (> 25-30 ml/h). Se houver sinais de intoxicação, o antídoto é o gluconato de cálcio 10%.
O esquema de Zuspan utiliza administração exclusivamente intravenosa (ataque e manutenção), enquanto o esquema de Pritchard utiliza uma dose de ataque IV e IM, seguida de doses de manutenção intramusculares a cada 4 horas.
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