SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Uma paciente de 30 anos de idade, grávida de 36 semanas, apresenta-se ao Pronto-Socorro com queixas de cefaleia persistente e visão turva. Durante a avaliação, verifica-se PA: 160x105mmHg e a urina de 24 horas revela 4g de proteína. A ultrassonografia obstétrica realizada identifica feto com crescimento adequado e oligoidrâmnio. O médico assistente diagnostica pré-eclâmpsia com critérios de gravidade ou deterioração.Identifique a condição clínica neste caso que indica a necessidade de interrupção da gestação, após estabilização dos níveis tensionais.
Pré-eclâmpsia grave + Síndrome HELLP → interrupção da gestação após estabilização materna.
A Síndrome HELLP (Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas, Plaquetopenia) é uma complicação grave da pré-eclâmpsia que indica a necessidade de interrupção da gestação, independentemente da idade gestacional, após estabilização clínica da mãe. Outros critérios de gravidade, como oligoidrâmnio ou proteinúria isolada, podem não ser indicações diretas para interrupção imediata, mas sim para monitoramento intensivo.
A pré-eclâmpsia é uma condição hipertensiva gestacional que pode evoluir para formas graves, representando uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Sua incidência varia, mas afeta cerca de 2-8% das gestações. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações sérias. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica, resultando em hipertensão, proteinúria e disfunção de múltiplos órgãos. A suspeita deve surgir em gestantes com PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou outros sinais de disfunção orgânica. Critérios de gravidade incluem PA ≥ 160/110 mmHg, plaquetopenia, insuficiência renal, disfunção hepática, edema pulmonar, distúrbios visuais ou cefaleia persistente. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é a interrupção da gestação. Em casos de pré-eclâmpsia com critérios de gravidade, como a Síndrome HELLP, a interrupção é indicada independentemente da idade gestacional, após estabilização materna. O prognóstico materno e fetal está diretamente relacionado à gravidade da doença e ao momento da interrupção. O manejo inclui controle pressórico, prevenção de convulsões (sulfato de magnésio) e avaliação contínua do bem-estar materno e fetal.
Os critérios incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, proteinúria > 5g/24h, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal e edema pulmonar.
A Síndrome HELLP indica disfunção orgânica grave e risco iminente de complicações maternas (ruptura hepática, CIVD, AVC) e fetais, tornando a interrupção da gestação a medida mais segura após estabilização materna.
O oligoidrâmnio é um critério de gravidade que exige monitoramento, mas, isoladamente, não é uma indicação imediata de interrupção, a menos que associado a outros sinais de deterioração materna ou sofrimento fetal.
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