Pré-eclâmpsia Grave: Diagnóstico e Manejo na Gestação

MedEvo Simulado — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 28 anos, primigesta, com idade gestacional de 30 semanas, procura a emergência com queixas de cefaleia persistente, escotomas visuais e dor epigástrica. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 165x105 mmHg (confirmada em duas aferições com intervalo de 6 horas) e edema generalizado. Os exames laboratoriais de admissão revelam plaquetas de 95.000/mm³ e elevação das transaminases (AST 80 UI/L, ALT 90 UI/L). Não há histórico prévio de hipertensão. Com base nos achados clínicos e laboratoriais, qual é a classificação MAIS ADEQUADA para a condição desta paciente?

Alternativas

  1. A) Hipertensão gestacional com características de gravidade.
  2. B) Pré-eclâmpsia com características de gravidade, de início precoce.
  3. C) Hipertensão crônica com pré-eclâmpsia sobreposta.
  4. D) Pré-eclâmpsia sem características de gravidade, de início precoce.

Pérola Clínica

PA ≥ 160/110 mmHg ou sintomas/laboratório de gravidade (cefaleia, escotomas, dor epigástrica, plaquetas <100k, transaminases ↑) = Pré-eclâmpsia grave.

Resumo-Chave

A paciente apresenta hipertensão (165x105 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a sintomas de gravidade (cefaleia, escotomas, dor epigástrica) e achados laboratoriais de gravidade (plaquetopenia e elevação de transaminases). Esses critérios configuram o diagnóstico de pré-eclâmpsia com características de gravidade. O início precoce (<34 semanas) é um fator adicional de risco.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma condição multissistêmica da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria (ou disfunção de órgão-alvo) após 20 semanas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, afetando cerca de 2-8% das gestações. O reconhecimento precoce e a classificação adequada são cruciais para o manejo. A presença de características de gravidade, como pressão arterial muito elevada (≥160/110 mmHg), plaquetopenia (<100.000/mm³), elevação de transaminases, sintomas neurológicos (cefaleia persistente, escotomas) ou dor epigástrica, define a pré-eclâmpsia grave. O caso da paciente, com 30 semanas, é considerado de início precoce, o que confere maior risco de complicações. O manejo da pré-eclâmpsia com características de gravidade envolve internação, monitoramento materno-fetal rigoroso, controle da pressão arterial e, frequentemente, a interrupção da gestação, dependendo da idade gestacional e da estabilidade clínica. A prevenção de convulsões com sulfato de magnésio é uma medida essencial.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é diagnosticada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou, na ausência desta, a características de gravidade (disfunção de órgão-alvo).

Quais são as características de gravidade da pré-eclâmpsia?

Incluem PA ≥ 160/110 mmHg, plaquetas <100.000/mm³, elevação de transaminases (2x o normal), creatinina >1,1 mg/dL, edema pulmonar, sintomas visuais ou cerebrais persistentes, ou dor epigástrica.

Qual a diferença entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia?

Hipertensão gestacional é a elevação da PA após 20 semanas sem proteinúria ou características de gravidade. Pré-eclâmpsia inclui esses achados adicionais, indicando disfunção de órgão-alvo.

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