Pré-eclâmpsia Grave: Critérios de Disfunção Orgânica

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022

Enunciado

Em relação às disfunções orgânicas relacionadas à Pré-eclâmpsia com agravamento, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) ocorrem leucopenia e anisocitose.
  2. B) ocorrem aumento de PLGF (placental growth factor) e diminuição do sFlt-1 (soluble fms-like tyrosine kinase 1).
  3. C) ocorre aumento de transaminases hepáticas pelo menos 2 vezes maior que o normal.
  4. D) ocorre diminuição da função renal com diminuição da creatinina.
  5. E) alteração da permeabilidade vascular ocasiona hemodiluição.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia com agravamento → disfunção hepática com transaminases ≥ 2x o normal é critério de gravidade.

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia com agravamento é definida pela presença de hipertensão e proteinúria, associadas a sinais de disfunção orgânica. O aumento das transaminases hepáticas (ALT ou AST) para pelo menos duas vezes o valor normal é um critério diagnóstico de disfunção hepática e indica gravidade, podendo evoluir para Síndrome HELLP.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia placentária que se manifesta após a 20ª semana de gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria. Quando há sinais de disfunção orgânica ou sintomas graves, é classificada como pré-eclâmpsia com agravamento, uma condição que exige monitoramento intensivo e, frequentemente, a interrupção da gestação para evitar complicações maternas e fetais graves. A compreensão dos critérios de gravidade é fundamental para o manejo adequado. As disfunções orgânicas na pré-eclâmpsia com agravamento podem afetar múltiplos sistemas. No sistema hepático, a elevação das transaminases (ALT ou AST) para pelo menos duas vezes o valor normal é um marcador de disfunção e um critério de gravidade. Essa alteração pode progredir para a Síndrome HELLP, uma complicação grave que envolve hemólise, elevação das enzimas hepáticas e plaquetopenia. Outras disfunções incluem plaquetopenia, disfunção renal (aumento da creatinina), edema pulmonar e sintomas neurológicos como cefaleia e distúrbios visuais. O manejo da pré-eclâmpsia com agravamento foca na estabilização da paciente, controle da pressão arterial, prevenção de convulsões (com sulfato de magnésio) e, principalmente, na interrupção da gestação. O prognóstico materno e fetal está diretamente relacionado à gravidade da doença e à rapidez com que o diagnóstico é feito e o tratamento instituído. A monitorização contínua dos parâmetros clínicos e laboratoriais é crucial para identificar a progressão da doença e guiar as decisões terapêuticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios de disfunção orgânica na pré-eclâmpsia com agravamento?

Os critérios incluem plaquetopenia (<100.000/mm³), disfunção renal (creatinina ≥1,1 mg/dL ou duplicação da creatinina sérica), disfunção hepática (transaminases ≥2x o normal), edema pulmonar e sintomas neurológicos (cefaleia persistente, distúrbios visuais).

Qual a importância do aumento das transaminases hepáticas na pré-eclâmpsia?

O aumento das transaminases hepáticas (ALT ou AST) para pelo menos duas vezes o valor normal indica disfunção hepática e é um critério de gravidade da pré-eclâmpsia. Pode ser um sinal de Síndrome HELLP, que é uma complicação grave caracterizada por hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetas baixas.

Como os marcadores angiogênicos como PLGF e sFlt-1 se comportam na pré-eclâmpsia?

Na pré-eclâmpsia, ocorre uma diminuição do PLGF (fator de crescimento placentário) e um aumento do sFlt-1 (soluble fms-like tyrosine kinase 1). A relação sFlt-1/PLGF elevada é um marcador preditivo e diagnóstico de pré-eclâmpsia, refletindo o desequilíbrio angiogênico.

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