Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Quanto à Pré-Eclâmpsia (PE), analise as proposições abaixo e assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso. ( ) 75% ocorre em mulheres nulíparas. ( ) Teorias a respeito da etiologia da PE incluem disfunção endotelial, alterações inflamatórias e déficit de invasão trofoblástica. ( ) Ocorre lesão renal do tipo endoteliose glomerulocapilar. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Pré-eclâmpsia: 75% em nulíparas; disfunção endotelial, invasão trofoblástica ↓; lesão renal = endoteliose glomerulocapilar.
A pré-eclâmpsia é uma condição multifatorial, mais comum em nulíparas (cerca de 75% dos casos), caracterizada por uma placentação anormal com déficit de invasão trofoblástica. Isso leva a disfunção endotelial sistêmica e alterações inflamatórias, resultando em lesão renal típica de endoteliose glomerulocapilar.
A Pré-Eclâmpsia (PE) é uma síndrome multissistêmica de etiologia complexa, caracterizada por hipertensão de início após 20 semanas de gestação e proteinúria, ou hipertensão com disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Embora possa ocorrer em multíparas, cerca de 75% dos casos são observados em mulheres nulíparas, tornando a primiparidade um importante fator de risco. A fisiopatologia da PE é multifatorial, mas a teoria mais aceita envolve uma placentação anormal. Há um déficit na invasão trofoblástica das artérias espiraladas maternas, que permanecem de pequeno calibre e com alta resistência, resultando em isquemia e hipóxia placentária. Isso leva à liberação de fatores antiangiogênicos e citocinas inflamatórias na circulação materna, causando disfunção endotelial generalizada, alterações inflamatórias sistêmicas e disfunção de múltiplos órgãos. A lesão renal na PE é classicamente descrita como endoteliose glomerulocapilar, caracterizada por inchaço e vacuolização das células endoteliais dos capilares glomerulares, com deposição de material amorfo subendotelial. O diagnóstico e manejo precoce são cruciais para prevenir complicações graves como eclâmpsia, Síndrome HELLP e descolamento prematuro de placenta. O único tratamento definitivo é o parto.
Os principais fatores de risco incluem nuliparidade, história prévia de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal crônica, obesidade, gestação múltipla e idade materna avançada.
A disfunção endotelial, resultante da placentação anormal, leva a um desequilíbrio entre fatores vasoconstritores e vasodilatadores, aumento da permeabilidade vascular e ativação plaquetária, culminando nos sintomas sistêmicos da pré-eclâmpsia.
A lesão renal mais característica da pré-eclâmpsia é a endoteliose glomerulocapilar, que se manifesta por inchaço das células endoteliais dos capilares glomerulares, reduzindo o lúmen e comprometendo a filtração.
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