HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Com relação à Hipertensão arterial na gestação é CORRETO afirmar de acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020:
Diagnóstico de pré-eclâmpsia → hipertensão + proteinúria (razão proteinúria/creatinina urinária ≥ 0,3g/g) OU disfunção orgânica.
De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020, a proteinúria para o diagnóstico de pré-eclâmpsia é definida pela razão proteinúria/creatinina urinária ≥ 0,3g/g, ou proteinúria de 24h ≥ 300mg, ou fita reagente ≥ 2+. A presença de proteinúria não é mais o único critério para pré-eclâmpsia, podendo ser substituída por sinais de disfunção orgânica.
A hipertensão arterial na gestação é uma das complicações mais comuns e sérias, afetando cerca de 5-10% das gestações e contribuindo significativamente para a morbimortalidade materna e perinatal. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020 atualizam os critérios diagnósticos e de manejo, sendo fundamental para a prática clínica dos residentes. A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia placentária, caracterizada por hipertensão e proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. Para o diagnóstico de pré-eclâmpsia, a hipertensão é definida como pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas aferições com intervalo de 4 horas, após 20 semanas de gestação. A proteinúria é confirmada por uma excreção de proteína ≥ 300 mg em 24 horas, ou uma razão proteína/creatinina urinária ≥ 0,3 mg/mg (ou g/g), ou ainda por fita reagente ≥ 2+. É crucial notar que a pré-eclâmpsia pode ser diagnosticada na ausência de proteinúria se houver sinais de disfunção de órgãos-alvo. O manejo da hipertensão na gestação e da pré-eclâmpsia envolve monitoramento rigoroso, controle da pressão arterial (com medicamentos como metildopa, nifedipino ou labetalol) e, em casos de pré-eclâmpsia grave, a interrupção da gestação é frequentemente a única cura definitiva. No puerpério, o controle da pressão arterial continua sendo importante, e a metildopa é uma opção segura para lactantes, mas não é a única nem sempre a mais eficaz para picos hipertensivos agudos.
O diagnóstico de pré-eclâmpsia requer hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas de gestação) associada a proteinúria (≥ 300mg/24h ou razão proteinúria/creatinina ≥ 0,3) OU, na ausência de proteinúria, a presença de sinais de disfunção de órgãos-alvo (ex: plaquetopenia, disfunção hepática, insuficiência renal, edema pulmonar, sintomas neurológicos).
A proteinúria pode ser avaliada por coleta de urina de 24 horas (≥ 300mg), por fita reagente (≥ 2+ em duas amostras com 6 horas de intervalo) ou, preferencialmente, pela razão proteinúria/creatinina urinária (≥ 0,3 mg/mg ou g/g), que é um método mais rápido e conveniente.
Não necessariamente. Embora a metildopa seja segura na amamentação, outras drogas como nifedipino ou labetalol podem ser preferidas para picos hipertensivos agudos no puerpério devido ao seu início de ação mais rápido e potente. A escolha depende da gravidade e das características individuais da paciente.
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