Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2021
Fator responsável pela diminuição da contagem de plaquetas em gestantes com pré-eclâmpsia é
Pré-eclâmpsia → Disfunção endotelial → Adesão plaquetária → Trombocitopenia.
A trombocitopenia na pré-eclâmpsia é primariamente causada pela disfunção endotelial generalizada. O endotélio lesionado ativa e consome plaquetas, que aderem a essas áreas de dano vascular, resultando na diminuição da contagem plaquetária. Isso é um marcador de gravidade da doença.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, ou hipertensão com disfunção de órgão-alvo. Sua fisiopatologia é complexa, envolvendo uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial materna generalizada, inflamação sistêmica e alterações na coagulação. A disfunção endotelial é o evento-chave, resultando em vasoconstrição, aumento da permeabilidade vascular e ativação do sistema de coagulação. A lesão do endotélio vascular expõe o colágeno subendotelial, ativando as plaquetas que aderem a essas áreas de dano. Essa adesão e agregação plaquetária consomem as plaquetas circulantes, levando à trombocitopenia, que é um dos critérios de gravidade da pré-eclâmpsia e um componente da síndrome HELLP. O reconhecimento da trombocitopenia e a compreensão de sua causa são cruciais para o manejo da pré-eclâmpsia. A contagem plaquetária deve ser monitorada de perto, pois sua queda pode indicar piora do quadro e a necessidade de intervenção, como a interrupção da gravidez. O tratamento visa controlar a pressão arterial, prevenir convulsões e monitorar a função dos órgãos, com a cura definitiva sendo o parto.
A disfunção endotelial é central na pré-eclâmpsia, levando a vasoconstrição, aumento da permeabilidade vascular, ativação plaquetária e disfunção de múltiplos órgãos. É o ponto de partida para muitas das manifestações clínicas da doença.
A lesão e ativação do endotélio vascular na pré-eclâmpsia expõem o subendotélio, promovendo a adesão e agregação de plaquetas. Esse processo consome plaquetas da circulação, resultando em trombocitopenia.
A trombocitopenia é um critério de gravidade da pré-eclâmpsia e pode indicar a progressão para a síndrome HELLP. Aumenta o risco de sangramentos, especialmente em procedimentos invasivos, e é um marcador de disfunção microvascular generalizada.
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