FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020
Como e quando a ausência da 2ª onda de invasão trofoblásticapode ser rastreada para avaliação risco de desenvolvimento da pré-eclâmpsia?
Rastreio da falha da 2ª onda de invasão trofoblástica para pré-eclâmpsia = Dopplervelocimetria da artéria uterina (com IP elevado/notching).
A ausência ou falha da segunda onda de invasão trofoblástica é um mecanismo chave na fisiopatologia da pré-eclâmpsia e pode ser rastreada pela dopplervelocimetria das artérias uterinas, que avalia a resistência ao fluxo sanguíneo. Embora o rastreio ideal seja no 1º ou 2º trimestre, achados anormais persistentes após 25 semanas ainda indicam risco aumentado.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, e sua fisiopatologia central envolve uma placentação anormal. Especificamente, a falha da segunda onda de invasão trofoblástica, que ocorre entre 16 e 20 semanas de gestação, é crucial. Nesse processo, as células trofoblásticas invadem as artérias espiraladas maternas, remodelando-as em vasos de baixa resistência e alta capacitância, essenciais para o fluxo sanguíneo placentário adequado. Quando essa invasão é incompleta, as artérias espiraladas permanecem estreitas e reativas, resultando em má perfusão placentária e isquemia. A avaliação do risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia pode ser realizada através da dopplervelocimetria das artérias uterinas. Este exame permite identificar padrões de fluxo sanguíneo que refletem a resistência vascular placentária. Um índice de pulsatilidade (IP) elevado e a presença de incisura protodiastólica (notching) nas artérias uterinas são indicadores de alta resistência e, consequentemente, de um risco aumentado de pré-eclâmpsia, especialmente a forma precoce e grave. Embora o rastreio ideal com doppler de artérias uterinas seja realizado no primeiro (11-14 semanas) ou segundo trimestre (20-24 semanas), a persistência de achados anormais após 25 semanas ainda é um marcador de risco e pode ser utilizada para monitoramento. A identificação precoce de gestantes em risco permite a implementação de medidas profiláticas, como o uso de aspirina em baixa dose, e um acompanhamento mais rigoroso, visando melhorar os desfechos maternos e perinatais.
A segunda onda de invasão trofoblástica é um processo fisiológico onde células trofoblásticas invadem as artérias espiraladas maternas, tornando-as vasos de baixa resistência. A falha nesse processo está associada à má perfusão placentária e ao desenvolvimento da pré-eclâmpsia.
O rastreio ideal é realizado no primeiro trimestre (11-14 semanas) ou no segundo trimestre (20-24 semanas), avaliando o índice de pulsatilidade (IP) e a presença de notching bilateral.
Achados como índice de pulsatilidade (IP) elevado e a presença de incisura protodiastólica (notching) bilateral nas artérias uterinas indicam alta resistência vascular e risco aumentado de pré-eclâmpsia.
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