Hipertensão na Gravidez: Diagnóstico de Pré-eclâmpsia

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Em relação à hipertensão na gravidez, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) os níveis pressóricos para serem considerados como hipertensão na gestação devem ser iguais ou superiores a 140 x 100 mmHg.
  2. B) a pré-eclâmpsia é quando a hipertensão aparece na segunda metade da gestação e pode ou não ser acompanhada de proteinúria.
  3. C) a hipertensão gestacional é a hipertensão que surge após 20 semanas com proteinúria.
  4. D) a hipertensão crônica é quando a hipertensão surge depois da 20ª semana ou já era conhecida antes da gestação.
  5. E) a pré-eclâmpsia superajuntada é a hipertensão gestacional com pré-eclâmpsia.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia = HAS após 20 semanas + proteinúria OU disfunção de órgão-alvo (sem proteinúria).

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia é definida como hipertensão que surge após 20 semanas de gestação, acompanhada de proteinúria ou, na ausência desta, de sinais de disfunção de órgão-alvo (renal, hepática, neurológica, hematológica ou uteroplacentária). A opção B está correta ao mencionar que pode ou não ser acompanhada de proteinúria, refletindo as diretrizes mais recentes.

Contexto Educacional

As síndromes hipertensivas da gravidez são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A correta classificação e diagnóstico são cruciais para o manejo adequado. As principais categorias incluem hipertensão crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e pré-eclâmpsia superajuntada. A pré-eclâmpsia é uma condição multissistêmica que se manifesta após 20 semanas de gestação, parto ou puerpério. Classicamente, é definida pela presença de hipertensão e proteinúria. No entanto, as diretrizes mais recentes expandiram os critérios diagnósticos para incluir a presença de hipertensão associada a sinais de disfunção de órgão-alvo (renal, hepática, hematológica, neurológica ou uteroplacentária), mesmo na ausência de proteinúria. Isso reflete uma compreensão mais abrangente da patofisiologia da doença. É fundamental que residentes e estudantes de medicina dominem esses conceitos para diferenciar as síndromes hipertensivas, pois cada uma tem implicações prognósticas e de manejo distintas. A hipertensão gestacional, por exemplo, é a hipertensão que surge após 20 semanas sem proteinúria ou disfunção de órgão-alvo, e pode evoluir para pré-eclâmpsia. O manejo precoce e o monitoramento rigoroso são essenciais para prevenir complicações graves como eclampsia, síndrome HELLP e restrição de crescimento fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os níveis pressóricos para o diagnóstico de hipertensão na gestação?

Hipertensão na gestação é definida por níveis pressóricos sistólicos ≥ 140 mmHg e/ou diastólicos ≥ 90 mmHg, aferidos em duas ocasiões com pelo menos 4 horas de intervalo.

Quais são os critérios para diagnosticar pré-eclâmpsia na ausência de proteinúria?

Na ausência de proteinúria, a pré-eclâmpsia é diagnosticada se houver hipertensão após 20 semanas de gestação e um dos seguintes: plaquetas < 100.000/mm³, creatinina sérica > 1,1 mg/dL ou duplicação, elevação de transaminases (AST/ALT > 2x o normal), edema pulmonar, ou sintomas cerebrais/visuais.

Qual a diferença entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia?

A hipertensão gestacional é a hipertensão que surge após 20 semanas sem proteinúria ou disfunção de órgão-alvo. A pré-eclâmpsia é a hipertensão que surge após 20 semanas COM proteinúria ou disfunção de órgão-alvo.

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