Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Kellen, de 34 anos de idade, com 32 semanas de gestação, segue dieta balanceada por nutricionista do núcleo ampliado de saúde da família e está em uso de metildopa por hipertensão gestacional com alto risco para pré-eclâmpsia.A tabela a seguir mostra recomendações estabelecidas pela 7.ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial.Considerando a situação hipotética anterior e a tabela apresentada, assinale a opção correta.
Pré-eclâmpsia alto risco → Exames de rotina e prevenção (AAS, cálcio) conforme diretrizes.
A prevenção e o manejo da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco envolvem medidas farmacológicas como AAS e suplementação de cálcio, além de um acompanhamento rigoroso com exames de rotina. As recomendações são baseadas em evidências e consenso de especialistas para otimizar o desfecho materno-fetal.
A pré-eclâmpsia é uma complicação grave da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A identificação precoce de gestantes de alto risco é crucial para implementar medidas preventivas e acompanhamento adequado. A prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco inclui o uso de ácido acetilsalicílico em baixa dose, idealmente iniciado antes das 16 semanas, e a suplementação de cálcio para aquelas com baixa ingestão dietética. O manejo envolve monitoramento rigoroso da pressão arterial, avaliação de proteinúria e exames laboratoriais para detectar disfunção de órgãos-alvo, muitas vezes guiado por consenso de especialistas. O tratamento da hipertensão gestacional visa controlar a pressão arterial para evitar complicações maternas, sem comprometer o fluxo placentário. A metildopa é um anti-hipertensivo de primeira linha seguro na gestação. O prognóstico depende da gravidade e do manejo oportuno, sendo fundamental a educação da paciente sobre sinais de alerta.
Fatores incluem hipertensão crônica, diabetes, doença renal, histórico de pré-eclâmpsia anterior, gestação múltipla e obesidade. A identificação desses fatores é crucial para a estratificação de risco.
AAS em baixa dose é indicado para gestantes com alto risco para pré-eclâmpsia, geralmente iniciado antes das 16 semanas de gestação, para reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
Sim, a suplementação de cálcio é recomendada para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio e alto risco para pré-eclâmpsia, com fortes evidências de benefício na prevenção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo