Pré-eclâmpsia: Critérios Diagnósticos Essenciais

ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2020

Enunciado

Cleide, 25 anos, primigesta, está na 20ª semana de gestação, até o momento sem intercorrências. Comparece a sua terceira consulta no ambulatório pré-natal de baixo risco com o Fábio, médico de família de seu plano de saúde. Durante a consulta, ele observa que sua pressão arterial se encontra 160x100 mmHg na primeira aferição do braço E e 165x110 mmHg na segunda aferição do braço E. Para que Cleide seja diagnosticada com pré-eclâmpsia, é necessário haver? MARQUE A CORRETA:

Alternativas

  1. A) Exame de urina com 1+ de proteína.
  2. B) Plaquetas < 200.000/microlitro.
  3. C) Creatinina > 1,5 mg/dL.
  4. D) Elevação de transaminases hepáticas acima do triplo do limite da normalidade.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia = Hipertensão gestacional (PA ≥ 140/90 mmHg após 20ª sem) + Proteinúria (≥ 300 mg/24h ou dipstick ≥ 1+).

Resumo-Chave

O diagnóstico de pré-eclâmpsia requer a presença de hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg em duas aferições com 4h de intervalo, após 20 semanas de gestação) associada à proteinúria (≥ 300 mg em 24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ 1+). Apenas a hipertensão isolada após 20 semanas é hipertensão gestacional.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada por hipertensão e proteinúria que se desenvolve após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, sendo crucial para residentes o domínio de seu diagnóstico e manejo, pois pode evoluir rapidamente para formas graves. O diagnóstico de pré-eclâmpsia requer a presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4h de intervalo) e proteinúria (≥ 300 mg/24h, relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ 1+). Na ausência de proteinúria, o diagnóstico pode ser feito com hipertensão associada a sinais de disfunção de órgãos-alvo, como plaquetopenia, insuficiência renal, disfunção hepática, edema pulmonar ou sintomas neurológicos (cefaleia persistente, distúrbios visuais). O manejo da pré-eclâmpsia varia conforme a gravidade e a idade gestacional. O tratamento definitivo é o parto, mas medidas como controle da pressão arterial com anti-hipertensivos, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e monitoramento materno-fetal rigoroso são essenciais. A identificação precoce e a estratificação de risco são fundamentais para otimizar os desfechos e prevenir complicações como eclâmpsia e síndrome HELLP.

Perguntas Frequentes

Quais são os valores de pressão arterial para o diagnóstico de pré-eclâmpsia?

A pressão arterial deve ser ≥ 140/90 mmHg em duas aferições com pelo menos 4 horas de intervalo, após a 20ª semana de gestação, em mulher previamente normotensa.

Como a proteinúria é avaliada para o diagnóstico de pré-eclâmpsia?

A proteinúria pode ser avaliada por coleta de urina de 24 horas (≥ 300 mg), relação proteína/creatinina na urina (≥ 0,3) ou teste de fita reagente (dipstick) com resultado ≥ 1+.

Quais são os critérios para pré-eclâmpsia com sinais de gravidade?

Sinais de gravidade incluem PA ≥ 160/110 mmHg, plaquetas < 100.000/µL, creatinina sérica > 1,1 mg/dL ou duplicação, elevação de transaminases (ALT/AST > 2x limite superior), edema pulmonar, sintomas visuais ou cerebrais.

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