IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
A pré-eclampsia é uma doença multissistêmica que costuma ocorrer na segunda metade de gestação, marcada pela presença de hipertensão e proteinúria. A administração de ácido acetilsalicílico (AAS) em paciente de alto risco se mostrou eficaz em prevenir a pré-eclampsia. Marque a opção que configura um fator de risco para essa doença com indicação de administração de AAS:
Hipertensão arterial crônica é fator de risco para pré-eclâmpsia e indica AAS profilático.
A hipertensão arterial crônica é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia. A profilaxia com AAS em baixas doses é recomendada para pacientes com este e outros fatores de alto risco, visando reduzir a incidência e gravidade da doença.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica grave que afeta cerca de 2-8% das gestações, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Caracteriza-se por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. A identificação precoce de fatores de risco é crucial para a implementação de estratégias preventivas. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial materna, resultando em vasoconstrição e ativação plaquetária. Fatores de alto risco incluem hipertensão arterial crônica, doença renal, doenças autoimunes, diabetes e histórico prévio de pré-eclâmpsia. A triagem adequada permite estratificar as pacientes e indicar intervenções. A administração de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses (geralmente 100-150 mg/dia) é a principal estratégia farmacológica para prevenir a pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco. Iniciado no primeiro trimestre, o AAS melhora a perfusão placentária e reduz o risco de desenvolvimento da doença. O conhecimento desses fatores e da profilaxia é fundamental para a prática obstétrica e para as provas de residência.
Fatores de alto risco incluem hipertensão arterial crônica, doença renal crônica, doença autoimune (lúpus, SAF), diabetes tipo 1 ou 2, história de pré-eclâmpsia em gestação anterior e gestação múltipla.
O AAS em baixas doses atua inibindo a ciclo-oxigenase-1 (COX-1) plaquetária, reduzindo a produção de tromboxano A2, um potente vasoconstritor e agregador plaquetário, e favorecendo o equilíbrio com a prostaciclina, um vasodilatador.
A profilaxia com AAS deve ser iniciada preferencialmente entre 12 e 16 semanas de gestação, e continuada até o parto, para maximizar sua eficácia na prevenção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo