HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Uma gestante de 17 anos de idade, primigesta, obesa, em seguimento de pré-natal de baixo risco, atualmente com 32 semanas, dá entrada no pronto-socorro da maternidade com queixa de cefaleia frontal, associada à pirose e à sensação de mal-estar. Ao exame físico, apresenta PA = 150 x 100 mmHg, FC = 80 bpm, FR = 16 irpm, SatO2 = 96% em ar ambiente, com boa movimentação fetal e sem perdas transvaginais. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Pré-eclâmpsia: fatores de risco incluem primiparidade, idade <18 ou >35 anos, obesidade, HAS crônica, diabetes.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para pré-eclâmpsia (idade jovem, primigesta, obesidade) e sintomas sugestivos (cefaleia, pirose, mal-estar) com hipertensão. O diagnóstico de pré-eclâmpsia não exige proteinúria de 24h, podendo ser feito com proteinúria em fita ou relação proteína/creatinina, ou na ausência de proteinúria, com sinais de gravidade.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) que se desenvolve após 20 semanas de gestação em mulheres previamente normotensas, acompanhada de proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. Seu reconhecimento precoce e manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal, levando à disfunção endotelial materna generalizada, vasoconstrição e ativação inflamatória. Os fatores de risco são diversos e incluem primiparidade, idade materna avançada ou muito jovem, obesidade, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, gestação múltipla e histórico prévio de pré-eclâmpsia. O diagnóstico é clínico, baseado na aferição da pressão arterial e avaliação da proteinúria, além da busca por sinais e sintomas de disfunção orgânica. O manejo da pré-eclâmpsia varia conforme a idade gestacional e a presença de sinais de gravidade. O tratamento definitivo é o parto. Em casos de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade ou eclâmpsia, o sulfato de magnésio é essencial para a prevenção e tratamento de convulsões. O controle da pressão arterial é feito com anti-hipertensivos como hidralazina, labetalol ou nifedipino. O prognóstico materno e fetal depende da gravidade da doença e da prontidão do manejo, com acompanhamento rigoroso pós-parto devido ao risco de complicações cardiovasculares futuras.
Os principais fatores de risco incluem primiparidade, idade materna extrema (<18 ou >35 anos), obesidade, hipertensão arterial crônica, diabetes mellitus, doença renal crônica, histórico prévio de pré-eclâmpsia e gestação múltipla.
O diagnóstico pode ser feito com hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg após 20 semanas) e proteinúria em fita (≥1+) ou relação proteína/creatinina (≥0,3). Na ausência de proteinúria, o diagnóstico é feito com hipertensão e sinais de disfunção orgânica (ex: plaquetopenia, disfunção renal, hepática, edema pulmonar, sintomas cerebrais ou visuais).
Sintomas de gravidade incluem cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos, oligúria e edema pulmonar. A presença desses sintomas, junto com hipertensão, indica pré-eclâmpsia com sinais de gravidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo