HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
A respeito de Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), seus conceitos e assuntos correlatos, julgue: Trombocitopenia, alteração de transaminases, injúria renal aguda, edema pulmonar ou alterações visuais e cerebrais permitem o diagnóstico de pré-eclâmpsia.
Pré-eclâmpsia grave = hipertensão + disfunção orgânica (trombocitopenia, IRA, hepática, pulmonar, neurológica).
A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão arterial após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou, na ausência desta, a sinais de disfunção de órgãos-alvo. Estes incluem trombocitopenia, elevação de transaminases, injúria renal aguda, edema pulmonar e sintomas neurológicos ou visuais.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. É uma condição multifatorial, caracterizada por hipertensão e disfunção de órgãos-alvo, que se manifesta após a 20ª semana de gestação. Seu reconhecimento precoce e manejo adequado são cruciais para a segurança da mãe e do feto. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica, resultando em vasoconstrição e aumento da permeabilidade vascular. O diagnóstico é estabelecido pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4h de intervalo, ou PA ≥ 160/110 mmHg em uma única ocasião) após 20 semanas, associada a proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3) ou, na ausência desta, a sinais de disfunção de órgãos-alvo como trombocitopenia, elevação de transaminases, injúria renal aguda, edema pulmonar ou alterações visuais e cerebrais. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é o parto. No entanto, o manejo conservador pode ser considerado em casos selecionados de pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade, visando à maturação pulmonar fetal. O monitoramento rigoroso da pressão arterial, função renal, hepática e contagem plaquetária é essencial. A prevenção de convulsões com sulfato de magnésio é indicada em casos de pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou, na ausência desta, a sinais de disfunção de órgãos-alvo.
Disfunções de órgãos-alvo que indicam pré-eclâmpsia grave incluem trombocitopenia (<100.000/µL), elevação de transaminases (2x o valor normal), injúria renal aguda (creatinina >1,1 mg/dL ou duplicação), edema pulmonar e sintomas neurológicos (cefaleia persistente, distúrbios visuais) ou cerebrais.
A hipertensão gestacional é caracterizada por hipertensão arterial após 20 semanas sem proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo. A pré-eclâmpsia, por sua vez, adiciona a proteinúria ou a disfunção de órgãos-alvo a esse quadro hipertensivo.
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