HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024
Paciente, 28 anos, sexo feminino, grávida, procura atendimento médico com queixas de níveis pressóricos elevados, cefaleia, epigastralgia e alterações visuais como escotomas. Dadas as seguintes condições, a suspeita inicial é de:
Hipertensão gestacional + cefaleia, epigastralgia, escotomas → Iminência de eclâmpsia.
A paciente apresenta hipertensão gestacional associada a sintomas neurológicos (cefaleia, escotomas) e epigástricos (epigastralgia), que são sinais clássicos de gravidade da pré-eclâmpsia, indicando um quadro de iminência de eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. Quando associada a sinais e sintomas de disfunção de órgãos-alvo, como os apresentados pela paciente (cefaleia, epigastralgia, escotomas), configura um quadro de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, ou, mais especificamente, iminência de eclâmpsia. Esta condição é uma emergência obstétrica devido ao alto risco de progressão para eclâmpsia (convulsões). A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, levando à disfunção endotelial sistêmica, vasoconstrição e ativação plaquetária. Os sintomas de iminência de eclâmpsia refletem o comprometimento de órgãos como cérebro (cefaleia, escotomas) e fígado (epigastralgia). O diagnóstico é clínico, baseado na presença de hipertensão e proteinúria, associado a esses sinais de gravidade. O tratamento da iminência de eclâmpsia visa prevenir as convulsões e estabilizar a paciente. A administração de sulfato de magnésio é a pedra angular da profilaxia e tratamento das convulsões eclâmpticas. O controle da pressão arterial e a avaliação do momento do parto são cruciais para o manejo, sendo a interrupção da gestação a cura definitiva da doença.
Os sinais de iminência de eclâmpsia incluem cefaleia persistente e intensa, alterações visuais (escotomas, diplopia, amaurose), dor epigástrica ou em hipocôndrio direito, hiperreflexia e, em alguns casos, náuseas e vômitos.
A conduta inicial envolve internação hospitalar, monitorização rigorosa da pressão arterial e do bem-estar fetal, administração de sulfato de magnésio para profilaxia de convulsões e, se necessário, anti-hipertensivos.
A iminência de eclâmpsia se diferencia pela presença de sintomas neurológicos (cefaleia, alterações visuais) ou epigástricos, que indicam disfunção de órgãos-alvo e risco iminente de convulsão, ao contrário da pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade.
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