UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Quais dos fatores de risco listados NÃO está associada à pré-eclâmpsia:
Desnutrição NÃO é fator de risco para pré-eclâmpsia; DM, gestação múltipla, idade > 40 e SAF são.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gravidez, com fatores de risco bem estabelecidos que incluem condições como diabetes mellitus, gestação múltipla, idade materna avançada e síndrome do anticorpo antifosfolípide. A desnutrição, embora seja um problema de saúde pública, não é considerada um fator de risco direto para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é uma das síndromes hipertensivas mais graves da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gravidez, podendo evoluir para eclâmpsia. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. O reconhecimento dos fatores de risco é crucial para a identificação precoce de gestantes de alto risco e para a implementação de medidas preventivas, como o uso de aspirina em baixas doses. Os fatores de risco para pré-eclâmpsia são diversos e incluem condições como diabetes mellitus (pela disfunção endotelial e vascular), gestação múltipla (pela maior massa placentária e demanda), idade materna avançada (>40 anos) ou muito jovem (<18 anos), histórico familiar ou pessoal de pré-eclâmpsia, obesidade, doenças renais crônicas e trombofilias, como a síndrome do anticorpo antifosfolípide. A desnutrição, embora seja um problema de saúde pública que afeta a saúde materna e fetal de diversas formas (como restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro), não é classicamente reconhecida como um fator de risco direto para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia está mais relacionada a uma placentação inadequada e uma resposta inflamatória sistêmica exacerbada.
Os principais incluem primiparidade, gestação múltipla, histórico de pré-eclâmpsia, doenças crônicas como diabetes e hipertensão, obesidade, idade materna avançada e síndrome do anticorpo antifosfolípide.
Mulheres com diabetes mellitus, seja pré-gestacional ou gestacional, têm um risco aumentado de desenvolver pré-eclâmpsia devido a alterações vasculares e inflamatórias que podem afetar a placentação.
A desnutrição, embora possa levar a outras complicações gestacionais, não está diretamente ligada à fisiopatologia da pré-eclâmpsia, que envolve principalmente disfunção endotelial e placentária.
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