Pré-eclâmpsia: Prevenção e Manejo em Gestantes de Risco

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

A pré-eclâmpsia é uma grave doença multissistêmica caracterizada por hipertensão e proteinúria, ocorrendo, geralmente, na segunda metade da gestação. Acerca dessa entidade clínica, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A fim de reduzir a incidência de pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco, uso de ácido acetilsalicílico deve ser iniciado entre 8 e 12 semanas de gestação.
  2. B) A dieta pobre em sal é uma das formas de se evitar o surgimento da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco.
  3. C) Em áreas de baixa ingesta de cálcio, indica-se suplementação com 1,5 g a 2 g de cálcio, a fim de reduzir a incidência de pré-eclâmpsia.
  4. D) Gestantes com pré-eclâmpsia em uso de metildopa em dose mínima e níveis de pressão bem controlados podem aguardar o parto até 40 semanas.
  5. E) Os exames laboratoriais iniciais para critério de gravidade da pré-eclâmpsia incluem o coagulograma.

Pérola Clínica

Baixa ingesta de cálcio → suplementação 1,5-2g/dia reduz incidência de pré-eclâmpsia.

Resumo-Chave

A suplementação de cálcio em gestantes com baixa ingesta dietética é uma medida eficaz e recomendada pela OMS para reduzir a incidência de pré-eclâmpsia, especialmente em populações de alto risco.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria após 20 semanas de gestação, ou antes, em casos de doença trofoblástica gestacional. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. Sua fisiopatologia envolve uma placentação anormal, levando à disfunção endotelial sistêmica. A prevenção da pré-eclâmpsia é crucial, especialmente em gestantes de alto risco. As principais estratégias incluem o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses, iniciado idealmente entre 12 e 16 semanas de gestação, e a suplementação de cálcio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a suplementação de 1,5 a 2 g de cálcio elementar por dia para gestantes com baixa ingesta dietética de cálcio, como medida eficaz na redução da incidência de pré-eclâmpsia. O manejo da pré-eclâmpsia envolve monitoramento rigoroso da mãe e do feto, controle da pressão arterial e, em casos de pré-eclâmpsia grave ou não responsiva, a interrupção da gestação, pois o parto é a única cura definitiva. É fundamental que residentes e estudantes compreendam as estratégias de prevenção e os critérios de gravidade para um manejo adequado e desfechos favoráveis.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais estratégias de prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco?

As principais estratégias incluem o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses (iniciado entre 12-16 semanas) e a suplementação de cálcio (1,5-2g/dia) em populações com baixa ingesta dietética de cálcio.

Por que a suplementação de cálcio é recomendada para prevenir a pré-eclâmpsia?

A suplementação de cálcio, especialmente em regiões com baixa ingesta dietética, demonstrou reduzir o risco de pré-eclâmpsia, possivelmente por melhorar a função endotelial e reduzir a pressão arterial.

Quais são os critérios de gravidade da pré-eclâmpsia?

Os critérios de gravidade incluem pressão arterial ≥ 160/110 mmHg, plaquetopenia (<100.000/mm³), elevação de transaminases (duas vezes o normal), insuficiência renal (creatinina >1,1 mg/dL ou duplicação), edema pulmonar, sintomas visuais ou cerebrais persistentes.

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