HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2016
Alguns fatores isolados ou associados podem comprometer a saúde da mulher, ou, quando gestante, a do binômio mãe e filho, por longo prazo. Quanto a esses riscos, é correto afirmar que o(a):
Pré-eclâmpsia e RCIU por insuficiência placentária = compartilham fatores de risco, manifestações clínicas distintas.
Pré-eclâmpsia e RCIU por insuficiência placentária são condições com fisiopatologia relacionada à disfunção placentária, compartilhando fatores de risco como hipertensão crônica, diabetes, obesidade e trombofilias. No entanto, a pré-eclâmpsia se manifesta principalmente com hipertensão e proteinúria materna, enquanto o RCIU se caracteriza por crescimento fetal abaixo do esperado.
A saúde materno-fetal é influenciada por uma complexa interação de fatores, e a compreensão das condições que afetam o binômio é fundamental na prática obstétrica. Pré-eclâmpsia e Retardo de Crescimento Intrauterino (RCIU) são duas das mais sérias complicações da gestação, com impacto significativo na morbimortalidade materna e perinatal. Ambas compartilham uma origem comum na placentação anormal e subsequente disfunção placentária. A fisiopatologia envolve uma invasão trofoblástica inadequada das artérias espiraladas, resultando em má perfusão placentária e estresse oxidativo. Isso leva à liberação de fatores antiangiogênicos e pró-inflamatórios que causam disfunção endotelial materna (pré-eclâmpsia) e comprometimento do transporte de nutrientes e oxigênio para o feto (RCIU). Fatores de risco incluem hipertensão crônica, diabetes, obesidade, trombofilias, gestação múltipla e história prévia. Embora compartilhem fatores de risco e uma base fisiopatológica, suas manifestações clínicas são distintas. A pré-eclâmpsia é caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, podendo evoluir para disfunção de múltiplos órgãos maternos. O RCIU é diagnosticado por ultrassonografia, que revela um feto com peso estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. O manejo de ambas as condições visa otimizar os resultados maternos e fetais, frequentemente envolvendo monitoramento rigoroso e, em alguns casos, interrupção da gestação.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão crônica, diabetes pré-gestacional, obesidade, trombofilias, doença renal crônica, gestação múltipla e história prévia de pré-eclâmpsia ou RCIU.
A insuficiência placentária é um mecanismo fisiopatológico comum, caracterizado por placentação anormal e má perfusão, levando à liberação de fatores antiangiogênicos que causam disfunção endotelial materna (pré-eclâmpsia) e restrição de nutrientes ao feto (RCIU).
A pré-eclâmpsia se manifesta com hipertensão, proteinúria e, em casos graves, disfunção de órgãos maternos. O RCIU se manifesta com peso fetal estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, detectado por ultrassonografia.
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