Fatores de Risco para Pré-eclâmpsia e DHEG

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024

Enunciado

A respeito de Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), seus conceitos e assuntos correlatos, julgue: Entre os fatores para DHEG, figuram idade materna avançada, história familiar para DHEG, obesidade, trombofilias, exceto nuliparidade.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Nuliparidade é fator de risco clássico para DHEG, não exceção.

Resumo-Chave

A nuliparidade é um dos principais fatores de risco epidemiológicos para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia, juntamente com extremos de idade e comorbidades prévias.

Contexto Educacional

A Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), especificamente a pré-eclâmpsia, é uma síndrome multissistêmica definida pela ocorrência de hipertensão após a 20ª semana de gestação associada a proteinúria ou disfunção orgânica. A identificação precoce dos fatores de risco é crucial para a implementação de medidas profiláticas, como o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixas doses e suplementação de cálcio em populações de risco. O reconhecimento de que a nuliparidade eleva o risco é fundamental na triagem pré-natal básica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para DHEG?

Os fatores de risco para a Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG) incluem a nuliparidade (primeira gestação), idade materna avançada (geralmente > 35-40 anos) ou muito jovem, história familiar de pré-eclâmpsia, obesidade (IMC > 30), gestação múltipla, e condições pré-existentes como hipertensão arterial crônica, diabetes mellitus, doença renal e trombofilias. A nuliparidade é um fator central devido à adaptação imunológica inadequada à invasão trofoblástica inicial.

Por que a nuliparidade é considerada um fator de risco?

A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma falha na segunda onda de migração trofoblástica. Em nulíparas, acredita-se que a falta de exposição prévia aos antígenos paternos e ao tecido placentário resulte em uma resposta imunológica materna menos tolerante, dificultando a remodelação das artérias espiraladas, o que leva à isquemia placentária e liberação de fatores antiangiogênicos.

Como o histórico familiar influencia o risco de DHEG?

Existe uma forte componente genética na predisposição à pré-eclâmpsia. Mulheres cujas mães ou irmãs tiveram DHEG apresentam um risco significativamente maior de desenvolver a condição. Isso sugere polimorfismos genéticos relacionados ao controle da pressão arterial, função endotelial e resposta inflamatória que são herdados e exacerbados pelo estresse fisiológico da gestação.

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