HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Mulher em primeira gestação de 32 anos fez sua primeira consulta de pré-natal com 12 semanas de idade gestacional, estando com IMC de 32 e pressão normal. Retorna na sua terceira consulta de pré-natal na 23 semana de gestação com seus exames do primeiro trimestre: glicemia de jejum 80 mg/dl, tipagem sanguínea O+, sorologias para HIV, toxoplasmose, hepatite B e teste rápido para sífilis negativos. Nesta consulta, foi realizada verificação da pressão arterial que foi de 160/90 mmHg e sumário de urina com proteinúria. A partir dos dados apresentados acima, qual seria a alternativa com o diagnóstico e condutas corretas para o caso?
PA ≥140/90 mmHg + proteinúria após 20 semanas = Pré-eclâmpsia → Encaminhar para urgência obstétrica.
A paciente apresenta hipertensão (PA 160/90 mmHg) e proteinúria após 20 semanas de gestação, o que configura o diagnóstico de pré-eclâmpsia. Diante desses achados, especialmente com PA elevada, a conduta inicial correta é o encaminhamento imediato para um serviço de urgência obstétrica para avaliação completa e manejo adequado.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para o desfecho favorável. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal, levando à disfunção endotelial sistêmica, vasoconstrição e ativação da cascata de coagulação. Os critérios diagnósticos incluem PA ≥ 140/90 mmHg em duas aferições com 4 horas de intervalo ou PA ≥ 160/110 mmHg em uma única aferição, associada à proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ +1). A presença de sinais de gravidade (ex: cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetopenia, elevação de enzimas hepáticas, insuficiência renal) indica pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. A conduta inicial para uma gestante com diagnóstico de pré-eclâmpsia, especialmente com pressão arterial elevada como no caso (160/90 mmHg), é o encaminhamento imediato para um serviço de urgência obstétrica. Lá, será realizada uma avaliação clínico-laboratorial completa para determinar a gravidade da doença, monitorar a mãe e o feto, e iniciar o tratamento adequado, que pode incluir anti-hipertensivos, sulfato de magnésio para prevenção de eclâmpsia e, em casos graves, a interrupção da gestação. O residente deve estar apto a identificar os sinais e sintomas e a tomar a decisão correta de encaminhamento.
A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4h de intervalo, ou ≥ 160/110 mmHg em uma ocasião) após 20 semanas de gestação, associada à proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ +1).
O encaminhamento é crucial para uma avaliação completa da gravidade da pré-eclâmpsia, incluindo exames laboratoriais (função renal, hepática, plaquetas), monitoramento fetal e materno, e para definir a necessidade de internação e o plano de manejo, que pode incluir anti-hipertensivos e sulfato de magnésio.
Fatores de risco incluem primiparidade, idade materna avançada (>35 anos), obesidade, hipertensão crônica, diabetes, gestação múltipla, histórico prévio de pré-eclâmpsia e doenças autoimunes.
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