Pré-eclâmpsia: Diagnóstico com Disfunção Orgânica e Sem Proteinúria

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023

Enunciado

Leia o caso clínico. Primigesta inicia o pré-natal tardiamente, quando, com 28 semanas de gestação, apresenta PA=>140/90 mmHG, sem referências a respeito da PA pré-gestacional. No rastreio laboratorial, encontram - se plaquetas=95.000/mm³, TGO=80 U/L e TGP=90 UL, sem proteinúria. Nesse caso, o diagnóstico correto da Síndrome Hipertensiva é o de hipertensão

Alternativas

  1. A) pré-gestacional.
  2. B) gestacional transitória.
  3. C) pré-eclâmpsia.
  4. D) síndrome HELLP.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia: Hipertensão gestacional + disfunção orgânica (plaquetas ↓, TGO/TGP ↑), mesmo sem proteinúria.

Resumo-Chave

O diagnóstico de pré-eclâmpsia é feito pela presença de hipertensão (PA >= 140/90 mmHg após 20 semanas) associada a sinais de disfunção orgânica materna, como plaquetopenia (<100.000/mm³) ou elevação de transaminases, mesmo na ausência de proteinúria.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma das síndromes hipertensivas mais graves da gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. Caracteriza-se pelo desenvolvimento de hipertensão (pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg) após 20 semanas de gestação em mulheres previamente normotensas, associada a proteinúria ou, na ausência desta, a sinais de disfunção de órgãos-alvo. No caso clínico apresentado, a gestante primigesta com 28 semanas apresenta PA elevada (>=140/90 mmHg) e evidências de disfunção orgânica: plaquetopenia (95.000/mm³) e elevação das transaminases (TGO=80 U/L e TGP=90 U/L). A ausência de proteinúria não exclui o diagnóstico de pré-eclâmpsia, conforme as diretrizes atuais, que reconhecem a doença quando há hipertensão associada a disfunção de órgãos-alvo. A síndrome HELLP é uma forma grave de pré-eclâmpsia, caracterizada por hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetopenia, e o caso se enquadra nos critérios de pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. O manejo da pré-eclâmpsia envolve monitorização rigorosa da mãe e do feto, controle da pressão arterial, prevenção de convulsões (com sulfato de magnésio) e, em muitos casos, a interrupção da gestação como tratamento definitivo, dependendo da idade gestacional e da gravidade do quadro. O reconhecimento precoce e a conduta adequada são cruciais para melhorar os desfechos maternos e perinatais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é diagnosticada por hipertensão (PA >= 140/90 mmHg após 20 semanas) associada a proteinúria OU sinais de disfunção orgânica (plaquetopenia, elevação de transaminases, insuficiência renal, edema pulmonar, sintomas neurológicos).

É possível ter pré-eclâmpsia sem proteinúria?

Sim, as diretrizes atuais permitem o diagnóstico de pré-eclâmpsia na ausência de proteinúria, desde que haja hipertensão e evidência de disfunção de órgãos-alvo, como plaquetopenia ou elevação de enzimas hepáticas.

Como diferenciar pré-eclâmpsia de síndrome HELLP?

A síndrome HELLP é considerada uma forma grave de pré-eclâmpsia, caracterizada por Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas e Plaquetopenia, sendo um espectro da mesma doença com maior gravidade e risco.

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