Prevenção de Pré-eclâmpsia e Parto Pré-termo Recurrente

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026

Enunciado

Tercigesta, com 12 semanas de gestação calculada pela ultrassonografia realizada com 9 semanas, vem para consulta pré-natal. Na primeira gestação, apresentou pré-eclâmpsia com 32 semanas de gestação, com interrupção da gravidez nessa idade gestacional. Na segunda gestação, teve parto pré-termo espontâneo com 31 semanas de gestação. Na consulta atual, deve-se prescrever:

Alternativas

  1. A) Sulfato ferroso e progesterona vaginal.
  2. B) Sulfato ferroso e ácido acetilsalicílico.
  3. C) Progesterona vaginal, carbonato de cálcio e ácido acetilsalicílico.
  4. D) Ácido acetilsalicílico e carbonato de cálcio.
  5. E) Progesterona vaginal e ácido acetilsalicílico.

Pérola Clínica

História de PE precoce + Parto pré-termo → AAS + Cálcio + Progesterona.

Resumo-Chave

Pacientes com antecedentes de pré-eclâmpsia precoce e parto prematuro espontâneo necessitam de profilaxia tripla: AAS e Cálcio para risco de PE, e Progesterona para risco de prematuridade.

Contexto Educacional

O manejo de gestantes com antecedentes obstétricos desfavoráveis exige uma abordagem multifatorial. A pré-eclâmpsia precoce (antes de 34 semanas) é um dos maiores fatores de risco para recorrência, justificando o uso de AAS e cálcio. O AAS inibe a síntese de tromboxano A2, melhorando o balanço prostaciclina/tromboxano e a placentação. Simultaneamente, o histórico de parto pré-termo espontâneo é a indicação clássica para o uso de progesterona profilática a partir do segundo trimestre. Integrar essas terapias no pré-natal de alto risco é fundamental para reduzir a morbimortalidade perinatal e melhorar os desfechos maternos em gestações subsequentes.

Perguntas Frequentes

Qual a dose e o período ideal para o uso de AAS na prevenção da pré-eclâmpsia?

A dose recomendada varia entre 100 a 150 mg por dia, administrada preferencialmente à noite. O início deve ocorrer entre a 12ª e a 16ª semana de gestação, não devendo ultrapassar a 20ª semana para início do benefício máximo. O uso deve ser mantido até a 36ª semana ou até o parto, visando reduzir a incidência de pré-eclâmpsia pré-termo em pacientes de alto risco.

Por que associar Carbonato de Cálcio na profilaxia da pré-eclâmpsia?

A suplementação de cálcio (1,5 a 2,0 g/dia) é recomendada pela OMS e pelo Ministério da Saúde para gestantes com baixa ingestão dietética de cálcio e que apresentam alto risco para pré-eclâmpsia. O cálcio atua reduzindo a reatividade vascular e a liberação de paratormônio, o que ajuda a manter a estabilidade pressórica, complementando o efeito anti-inflamatório e antiagregante do AAS.

Qual o papel da progesterona na prevenção do parto prematuro?

A progesterona natural micronizada (geralmente 200 mg via vaginal) é indicada para gestantes com antecedente de parto prematuro espontâneo ou com colo curto detectado ao ultrassom transvaginal (< 25 mm). Ela atua mantendo a quiescência uterina e modulando a resposta inflamatória cervical, reduzindo significativamente o risco de recorrência de prematuridade em gestações subsequentes.

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