HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Gestante, 13 semanas, G2Pc1, tem história de pré-eclâmpsia (PE) em gestação anterior, assim como sua mãe e irmã. Traz exames: glicemia de jejum 94 mg/dL; ultrassom realizado com 12 semanas mostra índice de pulsatilidade (IP) médio das artérias uterinas acima do percentil 95. Ao exame físico: PA 142/94 mmHg (revisão de prontuário de consulta pré-natal da semana anterior consta PA 140/92 mmHg). Foi iniciado tratamento com ácido acetilsalicílico e realizado encaminhamento para pré-natal de alto risco. Os achados do caso que justificam a conduta realizada são
Risco PE ↑ (PE prévia, HF, HÁS, IP uterina ↑) → AAS profilático < 16 semanas.
A prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco é fundamental. Fatores como história de PE prévia, história familiar de PE, hipertensão arterial crônica e índice de pulsatilidade elevado das artérias uterinas no primeiro trimestre justificam a profilaxia com ácido acetilsalicílico, idealmente iniciado antes das 16 semanas.
A pré-eclâmpsia (PE) é uma síndrome multissistêmica de etiologia complexa, caracterizada por hipertensão e proteinúria (ou disfunção de órgãos-alvo) após 20 semanas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente. A identificação precoce de gestantes de alto risco é fundamental para implementar estratégias de prevenção. Os fatores de risco para PE são diversos e incluem história de PE em gestação anterior, história familiar de PE (mãe ou irmã), hipertensão arterial crônica, diabetes pré-gestacional, doença renal crônica, doenças autoimunes (como lúpus), gestação múltipla, obesidade e idade materna avançada. Além disso, o rastreamento no primeiro trimestre com Doppler das artérias uterinas, que avalia o índice de pulsatilidade (IP), pode identificar gestantes com maior risco de desenvolver a doença. A conduta preventiva para gestantes de alto risco, como a do caso, que apresenta PE prévia, história familiar de PE e hipertensão arterial crônica (PA ≥ 140/90 mmHg antes da gestação ou antes de 20 semanas), além de IP elevado, é a administração de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose. O AAS deve ser iniciado idealmente antes das 16 semanas de gestação e continuado até o parto, pois demonstrou reduzir significativamente a incidência de PE, especialmente a de início precoce e grave.
Os principais fatores de risco incluem história de pré-eclâmpsia em gestação anterior, história familiar de pré-eclâmpsia, hipertensão arterial crônica, diabetes pré-gestacional ou gestacional, doença renal crônica, doenças autoimunes, gestação múltipla e obesidade.
O AAS em baixa dose atua como antiplaquetário e anti-inflamatório, melhorando a placentação e a perfusão uteroplacentária. Sua eficácia é maior quando iniciado antes das 16 semanas de gestação em pacientes de alto risco, reduzindo a incidência de PE grave e PE de início precoce.
O índice de pulsatilidade (IP) médio elevado das artérias uterinas no primeiro trimestre, avaliado por Doppler, é um marcador de má placentação e está associado a um risco aumentado de pré-eclâmpsia, especialmente a de início precoce. Ele complementa a avaliação clínica dos fatores de risco.
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