SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
A lesão histopatológica renal mais específica da pré-eclâmpsia, considerada patognomônica por muitos autores, é a
Pré-eclâmpsia = Lesão renal patognomônica é a endoteliose capilar glomerular.
A endoteliose capilar glomerular é a lesão histopatológica renal mais característica e considerada patognomônica da pré-eclâmpsia, refletindo o dano endotelial sistêmico que é a base da doença e levando à proteinúria.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica da gravidez caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Compreender sua fisiopatologia e as lesões orgânicas associadas é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados por residentes. A patogenia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica. No rim, essa disfunção se manifesta como a endoteliose capilar glomerular, considerada a lesão histopatológica mais específica e patognomônica. Caracteriza-se pelo inchaço e vacuolização das células endoteliais glomerulares, com deposição de material hialino e fibrinoide, o que obstrui o lúmen capilar e compromete a filtração. Embora a biópsia renal não seja um exame diagnóstico de rotina para pré-eclâmpsia, a compreensão da endoteliose glomerular ajuda a explicar a proteinúria e a disfunção renal observadas na doença. A resolução dessa lesão ocorre após o parto, com a remoção da placenta, que é a fonte primária dos fatores antiangiogênicos que causam a disfunção endotelial.
É uma alteração histopatológica renal caracterizada por edema e inchaço das células endoteliais dos capilares glomerulares, o que leva à oclusão do lúmen capilar e à redução do fluxo sanguíneo renal, comprometendo a filtração.
O dano e o inchaço das células endoteliais glomerulares alteram a barreira de filtração glomerular, aumentando a permeabilidade às proteínas e resultando na proteinúria, um dos critérios diagnósticos da pré-eclâmpsia.
Não, a biópsia renal não é rotineira para o diagnóstico de pré-eclâmpsia, que é clínico. Ela é reservada para casos atípicos ou quando há suspeita de outras doenças renais coexistentes, para diferenciar a pré-eclâmpsia de outras nefropatias.
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