UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025
F.L.A., primigesta de 37 semanas apresenta-se para consulta obstétrica, relatando, ganho de peso na última semana, cefaleia constante sem melhora com analgésicos, edema das mãos (não consegue utilizar sua aliança). Ao exame clínico nota-se: dispneia leve, edema de face, mãos e membros inferiores. Ganho de 1,4 kg em relação à consulta anterior, FC 100 bpm, PA 150 x 100 mmHg. Qual a hipótese diagnóstica e que exame complementar poderia contribuir para sua avaliação?
Primigesta 37s + PA ≥ 140/90 + cefaleia + edema + ganho de peso → Pré-eclâmpsia; confirmar com proteinúria.
A paciente apresenta sinais clássicos de pré-eclâmpsia: hipertensão arterial (PA 150x100 mmHg), edema generalizado, cefaleia e ganho de peso rápido. A confirmação diagnóstica requer a pesquisa de proteinúria, que é um critério essencial para o diagnóstico de pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal em todo o mundo, afetando cerca de 2-8% das gestações. É uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão e proteinúria após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves, como eclâmpsia, Síndrome HELLP e restrição de crescimento intrauterino. Os sinais e sintomas da pré-eclâmpsia podem ser variados e inespecíficos, mas a presença de hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg), edema generalizado (especialmente de face e mãos), cefaleia persistente, distúrbios visuais e ganho de peso rápido são alertas importantes. A pesquisa de proteinúria, seja por fita reagente (dipstick) ou, preferencialmente, por coleta de urina de 24 horas, é fundamental para confirmar o diagnóstico. A proteinúria significativa é um marcador de disfunção endotelial e renal, característico da pré-eclâmpsia. O manejo da pré-eclâmpsia envolve monitoramento rigoroso da mãe e do feto, controle da pressão arterial e, em casos de pré-eclâmpsia grave ou termo, a interrupção da gestação. É vital para os residentes saberem diferenciar a pré-eclâmpsia de outras condições hipertensivas da gravidez e reconhecer os sinais de gravidade que podem indicar iminência de eclâmpsia ou desenvolvimento da Síndrome HELLP, garantindo uma intervenção oportuna e salvando vidas.
Os critérios incluem hipertensão (PA sistólica ≥ 140 mmHg ou diastólica ≥ 90 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo após 20 semanas de gestação em mulher previamente normotensa) e proteinúria (≥ 0,3 g em 24 horas ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3 ou dipstick ≥ 2+). Na ausência de proteinúria, o diagnóstico pode ser feito com hipertensão e sinais de disfunção orgânica.
Além da hipertensão e edema, a gestante pode apresentar cefaleia persistente, distúrbios visuais (escotomas, visão turva), dor epigástrica ou no quadrante superior direito, náuseas e vômitos, hiperreflexia e ganho de peso rápido. Esses sintomas indicam a progressão da doença e a necessidade de avaliação urgente.
Pré-eclâmpsia é a hipertensão com proteinúria após 20 semanas. Eclâmpsia é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas em uma gestante com pré-eclâmpsia. A Síndrome HELLP é uma forma grave de pré-eclâmpsia caracterizada por Hemólise, Enzimas hepáticas elevadas e Plaquetopenia, com alto risco de morbimortalidade materna e fetal.
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