Pré-eclâmpsia: Diagnóstico e Avaliação de Gravidade

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023

Enunciado

Gestante com 34 semanas de gravidez, sempre normotensa durante as consultas do pré-natal, apresenta PA de 150 x 110 mmHg. Frente a essa informação, é correto

Alternativas

  1. A) internar, administrar corticoide e resolver a gestação.
  2. B) investigar proteinúria e, se for acima de 300 mg em 24 horas, fecha-se diagnóstico de hipertensão gestacional.
  3. C) avaliar a presença de alterações laboratoriais ou clínicas de gravidade da doença.
  4. D) internar e prescrever alfa-metildopa 500 mg de 8 horas e reavaliar.

Pérola Clínica

PA ≥ 140/90 mmHg após 20 sem em normotensa prévia → suspeitar pré-eclâmpsia; avaliar sinais de gravidade.

Resumo-Chave

Uma gestante com PA elevada após 20 semanas de gestação, que era normotensa previamente, deve ser investigada para pré-eclâmpsia. O passo inicial e crucial é avaliar a presença de critérios de gravidade, tanto clínicos quanto laboratoriais, para determinar a conduta e o manejo adequados.

Contexto Educacional

A hipertensão na gestação é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A pré-eclâmpsia, definida como hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação em mulher previamente normotensa, associada a proteinúria ou disfunção de órgão-alvo, exige atenção imediata. A identificação precoce e a estratificação de risco são fundamentais para um manejo adequado. Diante de uma gestante com PA elevada, como 150x110 mmHg, o primeiro passo é confirmar a hipertensão e, em seguida, investigar a presença de critérios de gravidade. Isso inclui a pesquisa de proteinúria (preferencialmente em amostra de 24 horas ou relação proteína/creatinina urinária), além de exames laboratoriais para avaliar função renal (creatinina), hepática (transaminases), plaquetas e sinais clínicos como cefaleia, distúrbios visuais, dor epigástrica ou no hipocôndrio direito. A presença de qualquer um desses critérios classifica a pré-eclâmpsia como grave. O manejo da pré-eclâmpsia varia conforme a gravidade e a idade gestacional. Em casos de pré-eclâmpsia grave, a internação é mandatória, e a conduta pode incluir o uso de anti-hipertensivos, sulfato de magnésio para prevenção de eclâmpsia e, em alguns casos, corticoide para maturação pulmonar fetal se a gestação for prematura. A resolução da gestação é o tratamento definitivo e deve ser considerada individualmente, pesando os riscos maternos e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é diagnosticada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4h de intervalo, ou ≥ 160/110 mmHg em uma ocasião) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou disfunção de órgão-alvo.

Quais são os principais sinais de gravidade da pré-eclâmpsia?

Sinais de gravidade incluem PA ≥ 160/110 mmHg, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica/hipocôndrio direito, plaquetas < 100.000, creatinina > 1.1 mg/dL, enzimas hepáticas elevadas, edema pulmonar ou oligúria.

Qual a conduta inicial para uma gestante com suspeita de pré-eclâmpsia?

A conduta inicial é internar a paciente, realizar exames laboratoriais (hemograma, função renal, hepática, proteinúria) e avaliar clinicamente a presença de sintomas de gravidade para definir o manejo.

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