Pré-eclâmpsia Sem Gravidade: Manejo e Monitoramento

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022

Enunciado

Primigesta, 23 anos de idade, 36 semanas, vai em consulta de pré-natal de rotina sem nenhuma queixa. Ao aferir a pressão arterial (PA), observam-se níveis de 140 × 95 mmHg. A aferição é repetida após repouso em decúbito lateral esquerdo e mantém-se em 140 × 90 mmHg. Foram solicitados exames, que mostraram hemoglobina: 11,5 g/dL, plaquetas: 170 mil/mm³, e proteinúria: 400 mg em 24 horas. O feto encontra-se no percentil 50 de peso, com cardiotocografia de padrão normal. Entre as seguintes propostas terapêuticas, a melhor é

Alternativas

  1. A) medir a PA semanalmente e instruir a paciente quando retornar.
  2. B) indicar cesária nesse momento.
  3. C) indicar indução de parto nesse momento.
  4. D) internação para controle pressórico e laboratorial e administração de corticoide.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia sem gravidade (PA <160/110, sem sintomas/disfunção orgânica) em gestação >34 semanas → monitoramento ambulatorial rigoroso.

Resumo-Chave

A paciente apresenta critérios para pré-eclâmpsia (hipertensão + proteinúria) mas sem sinais de gravidade ou disfunção orgânica. Em 36 semanas, a conduta inicial é o monitoramento ambulatorial rigoroso, com avaliação semanal da PA e exames, visando prolongar a gestação até 37 semanas, se possível.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica da gravidez, caracterizada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação) e proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3). É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e placentária, levando a vasoconstrição e aumento da permeabilidade vascular. A classificação em pré-eclâmpsia com ou sem sinais de gravidade é crucial para a conduta. Sinais de gravidade incluem PA ≥ 160/110 mmHg, cefaleia persistente, distúrbios visuais, dor epigástrica, plaquetas < 100.000/mm³, disfunção hepática ou renal, edema pulmonar e restrição de crescimento fetal. No caso de pré-eclâmpsia sem sinais de gravidade, especialmente após 34 semanas, o manejo visa prolongar a gestação para otimizar a maturidade fetal, com monitoramento rigoroso da PA, exames laboratoriais e avaliação do bem-estar fetal. A interrupção da gestação é indicada em 37 semanas ou antes, se houver piora do quadro ou desenvolvimento de sinais de gravidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões, com 4 horas de intervalo, após 20 semanas de gestação) e proteinúria (≥ 300 mg/24h ou relação proteína/creatinina ≥ 0,3).

Como é feito o manejo da pré-eclâmpsia sem gravidade em gestantes?

O manejo envolve monitoramento ambulatorial rigoroso, com aferições frequentes da pressão arterial, exames laboratoriais seriados (função renal, hepática, plaquetas) e avaliação do bem-estar fetal. O objetivo é prolongar a gestação até 37 semanas, se possível.

Quando a internação ou a interrupção da gestação são indicadas na pré-eclâmpsia?

A internação é indicada para pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. A interrupção da gestação é recomendada em 37 semanas para casos sem gravidade, ou antes, se houver piora do quadro, desenvolvimento de sinais de gravidade ou comprometimento fetal.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo