CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2024
No mais recente protocolo de gestação complicada por pré-eclâmpsia foi excluído dos critérios de gravidade o exame laboratorial de:
Ácido úrico ↑ era marcador de gravidade na pré-eclâmpsia, mas foi excluído dos critérios mais recentes.
Embora o ácido úrico possa estar elevado na pré-eclâmpsia e correlacionar-se com a gravidade da doença e desfechos adversos, ele não é mais considerado um critério diagnóstico ou de gravidade nos protocolos mais recentes, como os do ACOG, por não ter valor preditivo independente suficiente para guiar conduta.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica da gravidez, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação, ou hipertensão com disfunção de órgãos-alvo. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, exigindo vigilância e manejo rigorosos. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial generalizada e má placentação, levando a vasoconstrição, ativação plaquetária e aumento da permeabilidade vascular. Os critérios de gravidade são fundamentais para estratificar o risco e guiar a conduta, incluindo a decisão sobre o momento do parto. Recentemente, houve uma revisão desses critérios, com a exclusão de alguns marcadores que, embora presentes, não se mostraram robustos o suficiente para definir gravidade e conduta. O manejo da pré-eclâmpsia grave inclui internação, controle rigoroso da pressão arterial, profilaxia de convulsões com sulfato de magnésio e, frequentemente, a interrupção da gestação. A compreensão dos critérios atualizados é vital para a prática clínica e para a segurança materno-fetal, garantindo que as decisões sejam baseadas nas evidências mais recentes.
Os critérios atuais de gravidade para pré-eclâmpsia incluem pressão arterial elevada, plaquetopenia, disfunção hepática, insuficiência renal, edema pulmonar e sintomas neurológicos ou visuais.
O ácido úrico, embora frequentemente elevado na pré-eclâmpsia, foi excluído dos critérios formais de gravidade por não apresentar valor preditivo independente suficiente para modificar a conduta clínica ou o prognóstico materno-fetal de forma significativa.
O diagnóstico precoce da pré-eclâmpsia é crucial para o manejo adequado, incluindo monitoramento materno-fetal intensivo, controle da pressão arterial e, se necessário, interrupção da gestação, a fim de prevenir complicações graves como eclampsia, síndrome HELLP e óbito materno-fetal.
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