Pré-eclâmpsia e Eclâmpsia: Definições e Diferenças

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023

Enunciado

Pré-eclâmpsia é definida como uma doença multifatorial e multissistêmica, específica da gestação. Assinale a alternativa INCORRETA: (TRATADO DE OBSTETRICIA FEBRASGO, CAPITULO 28)

Alternativas

  1. A) É uma doença endotelial materna, mediada pela placenta e decorrente da insuficiente invasão trofoblástica das arteríolas espiraladas do útero.
  2. B) O principal sintoma é a ocorrência de crise convulsiva, tônico clônica generalizada ou coma em gestante.
  3. C) É definida pela presença de hipertensão arterial associada à proteinúria, que se manifesta em gestante previamente normotensa, após a 20ª semana de gestação.
  4. D) Uma vez identificada clinicamente, se não ocorrer o término da gestação, tende a evoluir para situações de gravidade como eclâmpsia, acidente vascular cerebral hemorrágico, síndrome HELLP, insuficiência renal, edema agudo de pulmão e morte.
  5. E) A pré-eclâmpsia pode causar restrição do crescimento e oligodrâmnio, bem como parto prematuro.

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia: Hipertensão + proteinúria após 20ª semana. Crise convulsiva = Eclâmpsia.

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia é definida por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação em mulher previamente normotensa. A crise convulsiva tônico-clônica generalizada é a característica da eclâmpsia, que é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, e não o principal sintoma da pré-eclâmpsia em si.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia é uma condição multifatorial e multissistêmica, específica da gestação, que se manifesta após a 20ª semana em mulheres previamente normotensas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. Seu reconhecimento e manejo adequados são cruciais para a segurança da mãe e do feto. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, com invasão trofoblástica insuficiente das artérias espiraladas uterinas, resultando em isquemia placentária. Isso leva à liberação de fatores que causam disfunção endotelial materna generalizada, manifestada por hipertensão e proteinúria. O principal sintoma da pré-eclâmpsia é a hipertensão arterial, acompanhada de proteinúria, e pode evoluir para formas graves com disfunção de órgãos-alvo. O tratamento definitivo da pré-eclâmpsia é o término da gestação. Enquanto isso, o manejo visa controlar a pressão arterial, prevenir convulsões (com sulfato de magnésio) e monitorar a mãe e o feto. A eclâmpsia, caracterizada por convulsões, é a complicação mais temida e representa uma emergência obstétrica. O residente deve estar apto a diferenciar a pré-eclâmpsia da eclâmpsia e outras síndromes hipertensivas da gestação, além de conhecer as indicações de interrupção da gestação e o manejo das complicações.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença fundamental entre pré-eclâmpsia e eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. A eclâmpsia é a ocorrência de convulsões tônico-clônicas generalizadas ou coma em uma gestante com pré-eclâmpsia, sem outra causa neurológica identificável.

Quais são os principais fatores fisiopatológicos da pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é primariamente uma doença endotelial materna, mediada pela placenta, decorrente de uma invasão trofoblástica insuficiente das arteríolas espiraladas uterinas. Isso leva a uma perfusão placentária inadequada e liberação de fatores antiangiogênicos na circulação materna.

Quais são as complicações maternas e fetais da pré-eclâmpsia?

As complicações maternas incluem eclâmpsia, síndrome HELLP, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e edema agudo de pulmão. Para o feto, pode causar restrição de crescimento intrauterino, oligodrâmnio e parto prematuro.

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