UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Primigesta com 24 semanas de gestação, IMC de 34 kg/m², normotensa, vinha realizando pré-natal sem intercorrências até o momento, com exames complementares normais e feto com crescimento adequado. A relação tirosina quinase/fator de crescimento placentário (sFIT-1/PIGF) está aumentada. Com base nesses dados, a paciente tem um risco aumentado para
Relação sFlt-1/PlGF aumentada em gestante com fatores de risco → Alto risco para pré-eclâmpsia.
A relação sFlt-1/PlGF (tirosina quinase solúvel tipo 1 semelhante a fms / fator de crescimento placentário) é um biomarcador angiogênico utilizado para rastreamento e diagnóstico de pré-eclâmpsia. Um valor aumentado indica um desequilíbrio angiogênico e está fortemente associado a um risco elevado de desenvolver pré-eclâmpsia.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome hipertensiva específica da gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria (ou disfunção de órgãos-alvo) após 20 semanas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. A identificação precoce de pacientes de risco é fundamental para a prevenção e o manejo adequado. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal, resultando em isquemia placentária e liberação de fatores anti-angiogênicos, como a tirosina quinase solúvel tipo 1 semelhante a fms (sFlt-1), e uma diminuição de fatores pró-angiogênicos, como o fator de crescimento placentário (PlGF). Esse desequilíbrio angiogênico leva a uma disfunção endotelial sistêmica, manifestando-se como hipertensão e comprometimento de múltiplos órgãos. A relação sFlt-1/PlGF é um biomarcador promissor para o rastreamento e diagnóstico da pré-eclâmpsia, especialmente em gestantes com fatores de risco como obesidade. Um valor aumentado dessa relação indica um risco elevado de desenvolver a condição. O manejo inclui monitorização rigorosa da pressão arterial, avaliação da função renal e hepática, e, em casos graves, a interrupção da gestação para prevenir complicações maternas e fetais.
A relação sFlt-1/PlGF é um biomarcador angiogênico que reflete o equilíbrio entre fatores pró-angiogênicos (PlGF) e anti-angiogênicos (sFlt-1). Um aumento dessa relação indica um desequilíbrio que é característico da fisiopatologia da pré-eclâmpsia, sendo útil no rastreamento e diagnóstico.
Fatores de risco incluem primiparidade, obesidade (IMC > 30 kg/m²), histórico de pré-eclâmpsia em gestação anterior, diabetes pré-gestacional, hipertensão crônica, doenças autoimunes, gestação múltipla e idade materna avançada.
A pré-eclâmpsia é caracterizada por hipertensão (PA ≥ 140/90 mmHg) após 20 semanas de gestação, associada a proteinúria ou disfunção de órgãos-alvo (renal, hepática, neurológica, hematológica ou uteroplacentária). Pode evoluir para eclâmpsia, uma emergência obstétrica.
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