HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Sobre a pré-eclâmpsia é correto afirmar: (I) - A presença de um feto não é necessária para o desenvolvimento de pré-eclâmpsia; (II) - Fatores angiogênicos, como PIGF e VEGF, são considerados importantes na regulação do desenvolvimento vascular da placenta; (III) Pré-eclâmpsia é caracterizada por vasoconstrição generalizada, diminuição da resistência vascular e aumento da complacência vascular.
Pré-eclâmpsia pode ocorrer sem feto (mola hidatiforme); envolve disfunção angiogênica (PIGF, VEGF) e vasoconstrição generalizada.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome complexa que pode se desenvolver mesmo na ausência de um feto, como em casos de doença trofoblástica gestacional. Sua fisiopatologia central envolve disfunção endotelial e desequilíbrio de fatores angiogênicos e antiangiogênicos, levando à vasoconstrição sistêmica e aumento da resistência vascular.
A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, afetando cerca de 2-8% das gestações. É uma síndrome multissistêmica de início após 20 semanas de gestação, caracterizada por hipertensão e proteinúria, ou disfunção de órgãos-alvo. Compreender sua fisiopatologia é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve uma placentação anormal com invasão trofoblástica inadequada das artérias espiraladas, levando à hipóxia placentária. Isso resulta na liberação de fatores antiangiogênicos (como sFlt-1) e na diminuição de fatores angiogênicos (como PIGF e VEGF), causando disfunção endotelial sistêmica. Essa disfunção se manifesta como vasoconstrição generalizada, aumento da resistência vascular e ativação plaquetária, culminando nos sinais e sintomas clínicos da doença. O manejo da pré-eclâmpsia visa prevenir complicações maternas e fetais, sendo o parto a única cura definitiva. A decisão do momento do parto depende da idade gestacional, gravidade da doença e condições maternas e fetais. O acompanhamento rigoroso da pressão arterial, função renal, hepática e contagem de plaquetas é fundamental, além da prevenção de convulsões com sulfato de magnésio em casos graves.
A pré-eclâmpsia é caracterizada por uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial materna, com desequilíbrio entre fatores angiogênicos (como PIGF e VEGF) e antiangiogênicos (como sFlt-1), resultando em vasoconstrição e hipertensão.
Sim, a pré-eclâmpsia pode se desenvolver em condições onde há tecido trofoblástico, mas não um feto, como na doença trofoblástica gestacional (mola hidatiforme).
A pré-eclâmpsia causa vasoconstrição generalizada e aumento da resistência vascular sistêmica, levando à hipertensão arterial. Ao contrário do que se poderia pensar, a complacência vascular diminui, e não aumenta.
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