UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
São considerados fatores de risco da pré-eclampsia, exceto:
Multiparidade ↓ risco de pré-eclâmpsia. Nuliparidade, história prévia/familiar, comorbidades = ↑ risco.
A multiparidade é, na verdade, um fator protetor ou de menor risco para pré-eclâmpsia, ao contrário da nuliparidade. Os principais fatores de risco incluem história prévia ou familiar da doença e condições clínicas pré-existentes.
A pré-eclâmpsia é uma síndrome multissistêmica de etiologia desconhecida, caracterizada pelo desenvolvimento de hipertensão (pressão arterial ≥ 140/90 mmHg em duas ocasiões com 4 horas de intervalo) e proteinúria (≥ 300 mg em 24h) após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, sendo crucial para residentes reconhecerem seus fatores de risco e manejo. Os fatores de risco para pré-eclâmpsia são diversos e incluem tanto características maternas quanto condições médicas pré-existentes. Entre os mais significativos estão a história prévia de pré-eclâmpsia, nuliparidade, história familiar da doença em parentes de primeiro grau, hipertensão arterial crônica, diabetes mellitus, doença renal crônica, obesidade e gestações múltiplas. A fisiopatologia envolve uma placentação anormal que leva à disfunção endotelial sistêmica. O reconhecimento precoce dos fatores de risco permite uma estratificação de risco e, em alguns casos, a implementação de medidas preventivas, como o uso de ácido acetilsalicílico em baixas doses. O manejo da pré-eclâmpsia varia de acordo com a gravidade e a idade gestacional, podendo incluir monitoramento rigoroso, anti-hipertensivos e, em casos graves, a interrupção da gestação para prevenir complicações como eclâmpsia, síndrome HELLP e restrição de crescimento fetal.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de pré-eclâmpsia, nuliparidade, história familiar, hipertensão arterial crônica, diabetes mellitus, doença renal crônica, obesidade, gestação múltipla e idade materna avançada ou muito jovem.
A multiparidade, ou seja, ter tido gestações anteriores, geralmente confere um risco menor de desenvolver pré-eclâmpsia em comparação com a nuliparidade. Acredita-se que a exposição prévia à gravidez possa induzir uma adaptação imunológica que reduz o risco.
Condições como hipertensão arterial crônica, diabetes mellitus (pré-gestacional ou gestacional), doença renal crônica, lúpus eritematoso sistêmico e síndrome dos anticorpos antifosfolípides são importantes fatores de risco para pré-eclâmpsia.
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